São cerca de 60 mil euros que se suspeita terem sido desviados da instituição de solidariedade social ACASO – Associação Cultural e de Apoio Social de Olhão.

O dinheiro, que estava destinado a comprar material para a associação, foi alegadamente depositado na conta de um membro da antiga direcção. As suspeitas, ao que o CM apurou, foram expostas numa assembleia geral da ACASO, realizada na passada terça-feira, e a actual direcção está a preparar uma queixa-crime para apresentar no Ministério Público.

Durante a reunião, foi dado a conhecer a todos os membros da instituição de solidariedade social (a segunda maior entidade empregadora de Olhão) que haveria fortes indícios de ter havido desvio de dinheiro por parte de um ex-membro da direcção, que esteve em funções até 2004.

O CM sabe que as suspeitas são referentes a duas verbas, de 28 e 29 mil euros, que foram depositadas na conta daquele membro da direcção, em vez de terem sido transferidas para a conta da ACASO. As verbas eram provenientes de um contrato-programa feito com a Segurança Social e serviriam para ajudas técnicas, como a compra de cadeiras de rodas para os utentes, entre outro material. As verbas não surgem nas contas anuais da instituição, o que lança dúvidas sobre o uso legítimo desse dinheiro.

As provas desta transferência, ao que o CM apurou, terão sido descobertas, por acaso, dentro de um dossier no cofre da instituição.

Contactado pelo CM, o actual presidente da direcção, António Pina, ex-governador civil e ex-presidente da Entidade de Turismo do Algarve, escusou-se a comentar o caso. "É um assunto interno e será resolvido internamente", referiu apenas.

cm