Os comboios urbanos e de longo curso da CP já circulam desde as 9 horas da manhã não havendo supressão destas ligações, disse à Lusa fonte sindical, acrescentando que a situação tende a normalizar desde as 11 horas.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ), António Medeiros, "desde as 9 horas da manhã que não há incidência na supressão de comboios urbanos e de longo curso e a situação tende a normalizar".

Já nos comboios regionais "há supressão", indicou António Medeiros, responsabilizando a empresa pela perturbação nestas ligações.

A Lusa tentou contactar a empresa ao longo desta manhã, mas sem sucesso.

"A empresa despreza fortemente os comboios regionais e cabe à empresa as normas de gestão para que não haja perturbações nas ligações regionais", assinalou António Medeiros, um dia depois de uma greve de 24 horas dos trabalhadores da CP.

Tal como a Lusa noticiou, a circulação de comboios na CP esteve praticamente paralisada ao longo do dia de sábado devido à greve dos trabalhadores, que, segundo a empresa, não cumpriram os serviços mínimos, acusação rejeitada pelo sindicato.

“De acordo com o último ponto da situação (16 horas de sábado), os serviços mínimos não foram cumpridos. Entre os 84 previstos, foram apenas realizados 12 comboios nas ligações intercidades e regionais”, afirmou então a porta-voz da empresa, Ana Portela, segundo a qual “os trabalhadores não estão a apresentar-se para cumprir os serviços mínimos”.

Já nos serviços urbanos em Lisboa e no Porto, não houve comboios a circular, disse a responsável, antecipando que deveriam ocorrer “atrasos e supressões nas ligações regionais” durante todo o dia de domingo. Nas restantes ligações, a responsável admitiu que a circulação deveria ser retomada “às primeiras horas da manhã”.

A greve foi convocada por vários sindicatos para contestar as alterações ao Código do Trabalho, nomeadamente a redução de 50% no valor pago em dia feriado.

Lusa/SOL