"Tenho um amigo que negoceia ouro e que foi assaltado e baleado na perna". A história contada por um ourives da cidade de Gondomar, que por medo quer manter o anonimato, é já banal no concelho onde o ouro é cartão-de-visita. A cidade tem visto os assaltos a estabelecimentos aumentarem, em especial as ourivesarias na rua 25 de Abril.

"Os ladrões fazem vigias para controlar quem entra e sai e depois, com muita agressividade, assaltam clientes e ourives", explica sem rodeio o ourives que se queixa da facilidade com que os negociantes são assaltados.

Os roubos por esticão, frequentes na avenida General Humberto Delgado, acontecem especialmente nos dias de feira. Laura Gomes, lojista de 25 anos, conta ao CM como foi apanhada desprevenida por uma mota: "Estava a caminho da feira quando ouvi o motor. Nunca pensei que ia ser puxada daquela forma. Fiquei sem a carteira e ainda torci o pé ao cair." No centro da cidade, os habitantes dizem-se inseguros. "Aqui há muitos furtos à beira dos bancos, principalmente de noite porque há pouca vigilância", conta ao CM Manuel de Jesus, 58 anos, colaborador de uma funerária.

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