Os principais bancos em Portugal tinham um buraco acumulado de 861 milhões de euros em Junho deste ano devido aos sectores da construção e promoção imobiliária. A Banca tem reforçado as provisões destas imparidades, mas mesmo assim até ao final do ano precisa de mais 474 milhões de euros, segundo o Banco de Portugal.

Os dados ontem revelados pelo regulador governado por Carlos Costa apontam que das imparidades registadas em Junho, 472 milhões de euros "resultaram de novas falências" entre Dezembro e Junho.

Até Setembro, os bancos já tinham coberto parte do valor das imparidades detectadas pelo Banco de Portugal, mas a Banca continua a precisar de reforçar as provisões em 474 milhões de euros até 31 de Dezembro de 2012. No Grupo BES, a avaliação detectou uma necessidade de reforço das imparidades num montante de 205 milhões de euros. O BES já cobriu entretanto grande parte das necessidades identificadas, reduzindo o seu montante para 98 milhões de euros. O BPI tinha de reforçar 7,1 milhões de euros, mas já reduziu para 400 mil euros. O Santander Totta precisa de 49 milhões.

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