A casa de moda Dolce & Gabbana começou esta segunda-feira a ser julgada por alegada fuga ao fisco ao não ter declarado às autoridades fiscais italianas 840 milhões de euros em receitas.

O julgamento acabou por ser adiado até à próxima semana depois de a defesa de Domenico Dolce e Steffano Gabbana ter pedido a anulação do caso alegando que alguns documentos haviam sido omitidos.

A juíza do processo, Antonela Brambilla, informou que tomará uma decisão no próximo dia 14 de Dezembro,

Domenico Dolce e Steffano Gabbana estão acusados de terem transferido em 2004 e 2005 o controlo das marcas Dolce&Gabbana e D&G para uma empresa de fachada no Luxemburgo, evitando o pagamento de impostos em Itália de cerca de 420 milhões de euros.

A acusação sustentou que a criação da empresa no Luxemburgo, sob o nome de Gado (um acrónimo para os sobrenomes dos dois designers de moda), enquanto a companhia estava a funcionar fora de Itália, foi uma tentativa para defraudar o estado.

Dolce e Gabbana, conhecidos por vestirem celebridades como Beyoncé e Madonna, sempre negaram as acusações.

Uma investigação sobre os dois estilistas foi concluída em 2010 e o caso dado como encerrado em Abril de 2011 mas em Novembro desse ano acabou por reabrir quando o supremo tribunal italiano determinou que Dolce e Gabbana deveriam enfrentar julgamento.

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