Vários pais de crianças das escolas de Alenquer informaram esta segunda-feira a câmara que, passada uma semana das intoxicações alimentares, ainda há alunos a recorrer aos hospitais por alegada má qualidade das refeições escolares.

Trinta pais de alunos dos jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo de Alenquer marcaram hoje presença na sessão de câmara pública. Alguns referiram que, na última semana, verificaram-se idas ao hospital de alunos alegadamente devido à má qualidade da comida, por exemplo da escola de Paredes, depois de mais de cem crianças terem tido sintomas de intoxicações alimentares no dia 23 de Novembro.

"É um risco muito grande continuar-se a servir comida, quando há crianças a ficarem doentes antes e depois do incidente" afirmou Matilde Duarte, mãe de um aluno da escola de Canados.

Contactada pela Lusa, fonte do hospital de Vila Franca adiantou que, na última semana, não entraram na urgência quaisquer crianças do concelho, com sintomas de intoxicação alimentar.

Alguns pais afirmaram que estão a impedir os filhos de comerem nas escolas, adiantando que, depois do dia 23, continua a haver falhas por parte da empresa que fornece as refeições, uma das quais foi registada na quinta-feira, dia em que o peixe chegou a algumas escolas com "mau cheiro".

O presidente da câmara, Jorge Riso, disse que "há mil e uma razões para acabar com o serviço" e adiantou que o executivo municipal pode deliberar em relação a um dos cenários: ou contratar a empresa que ficou em segundo lugar no último concurso aberto ou lançar um novo concurso e recorrer à contratação de uma empresa, por ajuste directo, para assegurar o fornecimento imediato das refeições, em substituição da actual.

A autarquia vai reunir-se na terça-feira com as direcções dos agrupamentos de escolas e, na quarta-feira, com a empresa, e deve voltar a reunir-se em sessão extraordinária para tomar uma posição até ao final da semana.

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