A queima de enxofre num cacifo da Escola Básica José Saramago, em Poceirão, Palmela, obrigou ontem à retirada de 300 pessoas, entre alunos e funcionários.

O alarme disparou, mas a retirada dos alunos, do 5.º ao 9.º anos, foi "complicada": a escola "não tem plano de evacuação e uma das portas de emergência estava trancada a cadeado", contou ao CM Nuno Aredo, da Associação de Pais.

O incidente ocorreu pelas 10h30. No cacifo de um aluno estaria um recipiente com enxofre, que originou a libertação de fumo e provocou o pânico. Aflitos, os estudantes não sabiam o que fazer. Uma aluna e uma funcionária, que sofre de asma, foram transportadas para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal – tiveram alta durante a tarde. Outras 12 pessoas foram assistidas no local por uma equipa de emergência médica e pelos Bombeiros de Águas de Moura.

"Fiquei muito assustada. Há muito tempo que alertamos para a criação de um plano de emergência", afirmou Rute Trindade, mãe de uma aluna. O cheiro intenso e tóxico e a dificuldade em respirar deixou todos aflitos. "Viveram-se momentos de grande stress, falta de coordenação e mal-estar", frisou Nuno Aredo. O presidente da Junta de Freguesia de Poceirão, José Silvério, lamentou a falta de um plano de evacuação: "Há falta de preocupação da escola em algumas questões." A escola esteve encerrada durante a tarde, mas reabre hoje. O CM tentou contactar a direcção da escola, sem sucesso. n *

QUEIXA POR CAUSA DO AMIANTO

A Quercus vai apresentar na próxima semana uma queixa na União Europeia contra o Estado Português pela ausência de um registo de edifícios com amianto. Segundo Cármen Lima, da Quercus, "Portugal está obrigado a fazer um levantamento dos edifícios públicos com amianto. Nunca foi feito".

cm