"Como é possível fechar a Maternidade Alfredo da Costa sem que haja custos de vidas humanas?", perguntou ontem Célia Iglesias Neves. A especialista no transporte de urgência neonatal (e uma das coordenadoras da Comissão de Trabalhadores da MAC) prevê "que haverá mortes" com o encerramento daquela unidade.

À margem da celebração de uma missa no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, que assinalou os 80 anos de vida da maternidade, Célia Iglesias Neves acusou o ministro da Saúde, Paulo Macedo, e a administração do Centro Hospitalar Lisboa Central de "desorientação". "Há 15 dias ia fechar até ao final do ano, anteontem já era até Março. Isto espelha a descoordenação que existe", afirmou, questionando: "onde está o estudo que sustenta a poupança de 10 milhões com o fecho da MAC?"

A cerimónia, organizada pela comissão de trabalhadores, contou com a presença de Maria Barroso, uma das defensoras da manutenção da MAC.

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