O caso de Rui Silva, o menino de nove anos que estava impossibilitado de almoçar na Escola Básica Feliciano Oleiro, em Almada, porque a mãe, Maria José Limpo, de 53 anos e desempregada, não tinha como pagar uma dívida de 4,65 euros, tem gerado uma onda de solidariedade em todo o País.

No entanto, as ofertas de ajuda, dirigidas ao Agrupamento de Escolas Anselmo Andrade, ao qual pertence a escola, não têm obtido resposta.

"A notícia mexeu comigo e com muitos conhecidos. Liguei para o agrupamento, pedi o endereço da mãe do Rui, mas não me deram. O facto é que há um grupo de pessoas que gostava de enviar pelo correio ajuda para esta família. Gostávamos de lhe oferecer um Natal mais desafogado", revelou uma leitora do CM.

O CM contactou a direcção do agrupamento, que não se mostrou disponível para prestar qualquer esclarecimento.

Mais confiante no futuro, Maria José Limpo, que recebe 135 euros do Rendimento Social de Inserção, espera agora conseguir dar uma vida melhor ao filho, a quem foi reconhecida a isenção do pagamento do almoço no refeitório.

"Tenho recebido alguns apoios, desde uma pessoa que me enviou do Algarve 12 euros, e outra que me entregou em mãos 70 euros. Agradeço muito, porque cheguei a uma situação limite", disse, emocionada.

"Este mês ainda não sei se vou conseguir pagar as contas. Tenho três meses de renda em atraso e uma dívida da conta da água de 500 euros. O que eu mais queria era arranjar um trabalho", concluiu.

cm