"A crise está a fazer aumentar os crimes de burla e os furtos", reconhece o tenente Fábio Lamelas, comandante do Destacamento da GNR de Mangualde, frisando que também o preocupa o furto de metais não preciosos (cobre). Para contrariar o fenómeno, a GNR aposta no "intenso patrulhamento e em acções de fiscalização nos depósitos receptadores do material".

De Janeiro a Outubro, registaram-se 275 crimes, mais nove do que em 2011. É um concelho rural com casas isoladas e com idosos que vivem sozinhos, e estão mais vulneráveis ao crime.

Também os comerciantes estão apreensivos. Há duas semanas, uma ourivesaria foi burlada em 25 mil euros. Dois homens enganaram o dono e venderam-lhe um material que fizeram passar por ouro. "A relação crime, área e população enquadra Mangualde dentro da problemática nacional.

No que diz respeito a crimes violentos, está abaixo da média", refere o tenente Lamelas. Este ano, ocorreram três crimes violentos. Um roubo por esticão, um roubo na via pública e um roubo em loja. "É uma cidade segura, mas de noite nunca se sabe o que pode acontecer", diz António Ribeiro, habitante.

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