Álvaro Sobrinho, presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA), fala sobre as investigações de que é alvo na Justiça portuguesa.

Correio da Manhã – Como reage às investigações da Justiça portuguesa sobre si?

Álvaro Sobrinho – Eu penso que são equívocos que vão ser esclarecidos, com certeza.

– Mas foi alvo de um inquérito e teve mesmo as suas contas bancárias congeladas...

– Não gosto de comentar essa situação, que sempre vivi com serenidade. Não é nada que possa abalar a instituição BESA. O banco está robusto, eu continuei a exercer o meu cargo, isto são ajustamentos, são equívocos.

– Mas também partilha da ideia de que é uma perseguição a cidadãos angolanos?

– Não, não acho. São equívocos, que dizem respeito aos tribunais, mas têm que ser esclarecidas porque Angola é um país que está a crescer, tem uma classe empresarial, tem-se afirmado ao longo do tempo e deve haver uma maior compreensão relativamente a estas matérias. Há sempre equívocos, não é apenas com angolanos…

– Os ânimos estão exaltados entre Portugal e Angola?

– Eu nunca estive exaltado. Deixem as coisas correrem para verem que em Angola a percepção destas coisas não é o que parece.

– Não acha que os "equívocos" de que fala partem de Angola?

– O que é relevante é que não se ponha em causa a relação entre portugueses e angolanos. Nada disto me demove daquilo que eu penso; as relações entre o povo português e o povo angolano nunca serão beliscadas.

PERFIL

Álvaro Sobrinhonasceu em Luanda, Angola, é licenciado pela Universidade Nova de Lisboa, com o curso de Matemática. Presidente do BES Angola, está no grupo há 20 anos.

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