Marido de Ágata suspeito de traficar menores para o futebol

Francisco Carvalho, empresário de futebol e "patrão" do G.D. Chaves, foi constituído arguido por tráfico de pessoas menores e apoio à imigração ilegal.
Em causa estarão jovens jogadores africanos ilegais.
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) fez, na quinta-feira, quatro buscas domiciliárias em Chaves na sequência de uma investigação que iniciou já em 2010 e que visa o empresário de futebol Francisco Carvalho, actual companheiro de Ágata, a conhecida cantora.
Os inspectores estiveram na secretaria da sede do Grupo Desportivo de de Chaves, onde o empresário é responsável pela contratação de jogadores, na sede da empresa Mundo da Música, de que é proprietário, na vivenda onde reside e ainda no prédio onde os jogadores trazidos pelo empresário moram.
Segundo fonte do SEF, terão sido apreendidas "largas centenas de documentos" e detectados "três a quatro" jogadores que se encontrarão em situação ilegal de permanência do país. Os jovens, que este ano terão cumprido 18 anos, deverão ser repatriados ou acolhidos, "se se provar que foram vítimas" do empresário. Um dos jovens detetados, de 17 anos, estava apenas a treinar no clube e não estava inscrito para jogar em jogos oficiais.
Os inspetores suspeitam de um esquema que se traduzirá na angariação de menores que depois são colocados nas camadas jovens de clubes, onde permanecem até fazerem 18 anos, altura em que são legalizados e transacionados. A conivência ou não dos clubes é o que também o SEF pretende apurar.
À porta da sede do G. D. Chaves, Fancisco Carvalho alegou que o advogado o proibira de falar. Perante a insistência dos jornalistas, disse primeiro que a contratação de jogadores não era da sua responsabilidade, admintindo depois que "estava tudo certinho".
Francisco Carvalho há muito que se encontra ligado ao Chaves, seja como patrocinador, através da Mundo da Música, seja como "fornecedor" de jogadores. Mas foi há cerca de ano e meio que se tornou o homem forte do grupo, ao salvá-lo do processo de insolvência.
Esta é a terceira ação, pelo menos, que o SEF desencadeou desde 2010 visando a vinda clandestina para Portugal de jogadores de futebol. Em Janeiro deste ano foram feitas buscas na sede da Naval 1.º de Maio, na Figueira da Foz, clube da Liga de Honra; em Março do ano passado o alvo foi o Rio Avenal, e em março de 2010 o SEF desencadeou uma operação nacional em clubes das primeiras e segundas ligas.

Fonte: ]jornal de Notícias[/URL]