A Diocese da Guarda garantiu neste sábado "total colaboração" com a investigação no Seminário Menor do Fundão, que levou à detenção do vice-reitor por suspeita de abuso de menores.

O responsável pelo seminário, Luís Miguel Mendes, um padre de 37 anos, é o presumível autor de "vários crimes de abuso sexual de crianças e de menores dependentes sobre os quais detinha funções de educação e proteção", segundo indicou a Polícia Judiciária (PJ) em comunicado.

"Como já o fizemos em outras situações anteriores, continuaremos a garantir total colaboração para que a investigação seja bem feita, guardaremos o necessário silêncio durante a investigação e cumpriremos escrupulosamente as conclusões do Tribunal", indica um comunicado do Departamento de Informação da Diocese da Guarda enviado à Lusa.

Na nota é referido que "por iniciativas externas ao Seminário Menor do Fundão foi pedida ao Tribunal Civil uma investigação à vida interna do mesmo" e que o bispo da Diocese, D. Manuel Felício, apenas tomou conhecimento desta iniciativa na passada quarta-feira, às 17h30.

O prelado "deu imediatamente ordem para que fossem abertas as portas do Seminário aos agentes da investigação que se apresentassem devidamente identificados e, mais ainda, que se desse toda a colaboração para a máxima objectividade da investigação".

A nota refere que "foram inquiridas algumas pessoas e outras ainda o vão ser" e "foram investigados espaços internos do Seminário e outros ainda o vão ser".

Segundo a Diocese da Guarda, "tanto o conteúdo das iniciativas externas ao Seminário tomadas como a identidade das pessoas inquiridas como o conteúdo das suas respostas constituem segredo de justiça, que só o Tribunal pode revelar, se e quando o entender".

Acrescenta que ao Seminário Menor do Fundão pertence "fornecer todos os meios para que a investigação seja bem feita".

O responsável pelo Seminário Menor do Fundão foi ouvido durante a tarde de sexta-feira no tribunal dessa cidade e ficou sujeito a prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

Segundo fonte policial, a PJ e o Ministério Público atuaram na sequência de denúncias de vítimas feitas esta semana.

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