O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse ontem no Parlamento que vai apresentar "até Fevereiro" medidas que visam cortar quatro mil milhões de euros na despesa. Na Educação reafirmou que irá "explorar margens" para "o financiamento entre cidadãos e Estado", apesar de lembrar que já existe um "esforço" das famílias no pagamento do material escolar (cerca de 50 euros por aluno) "não coberto pela acção social".

Mário Nogueira, da Fenprof, defende que o Governo deveria cortar nos 400 milhões de euros que o Estado dá aos colégios privados, no âmbito dos contratos de associação. Já Albino Almeida, da Confederação das Associações de Pais, sugere cortar nos 12,8 milhões gastos em estudos e pareceres.

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