A economia nacional caiu 3,5 por cento no terceiro trimestre de 2012, um agravamento de mais de uma décima em comparação com o mesmo período de 2011. Esta queda do Produto Interno Bruto (PIB) representa menos 1,4 mil milhões de euros, em comparação com igual período de 2011: ou seja, menos de 120 milhões de euros por mês, o equivalente a quatro milhões de euros por dia.

Os dados foram ontem revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A crise instalou--se na casa das famílias portuguesas, com o consumo de bens alimentares e serviços a cair 4,3%, um agravamento de duas décimas em relação à contracção registada no segundo trimestre do ano.

Estes números foram divulgados em pleno debate quinzenal no Parlamento, com o primeiro--ministro, Passos Coelho, a recuar e a defender o acesso aos benefícios alcançados pela Grécia na última revisão da sua ajuda externa na Europa. A negociação incidirá apenas sobre um terço do financiamento ao País – 26 mil milhões de um total de 78 mil milhões – ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e traduz-se na carência do prazo para pagar os juros – e não a dívida – a uma década, no "alongamento de maturidades dos empréstimos" e no corte de 20 milhões em comissões.

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