Um grupo de amigos de João Boino Flor, executado com quatro tiros no bar onde trabalhava, no Brasil, fez ontem uma semana, organizou uma recolha de fundos para ajudar a família a pagar os custos (entre oito e dez mil euros) com a trasladação do corpo para Seia, de onde a vítima era natural.

Os cartazes estão espalhados por toda a cidade. Vinte e duas caixas com uma pequena ranhura mostram o rosto de João Flor e um pequeno texto explica objectivos da campanha.

"É um gesto generoso e simbólico", diz Hélder Silva, um dos promotores da iniciativa, adiantando que no Facebook foi criada uma página a "dar conhecimento a quem está fora de Seia. Temos recebido contactos de todo o País e até de fora de Portugal", adianta ao CM.

A última vez que o emigrante esteve com os amigos em Seia foi há dois anos: "Estava feliz com o negócio e com muito bom aspecto", contam. Hélder Silva acredita que João Boino Flor foi vítima da violência "que parecia ser normal" em Vitória da Conquista, onde residia. Nas últimas conversas que tiveram, há dois anos, "relatou que eram frequentes cenas de trocas de tiros entre polícia e criminosos, no meio das ruas".

O corpo chega quarta-feira a Seia, onde será o funeral.

cm