Após vários avanços e recuos da parte do Governo, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, abriu a porta, por fim, a uma aproximação das condições de ajustamento conseguidas pela Grécia, mas o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, já avisou que espera que Portugal não reclame o princípio de igualdade de tratamento.

"Espero que Portugal não chegue a uma situação como a da Grécia, em que tenha de aplicar essas mesmas condições, que já são vistas como as de um país que não conseguiu cumprir o programa. É isso que Portugal quer?", questionou Barroso, considerando que um pedido nesse sentido não seria bom para Portugal.

O líder da Comissão Europeia garantiu, porém, que, até ao momento, Portugal não pediu alteração das condições, nomeadamente de juros menores e de mais tempo para pagar a dívida. Barroso adiantou, aliás, que na última reunião do Eurogrupo, Vítor Gaspar não abordou nem reclamou essas condições para Portugal.

Ainda assim, na sexta-feira passada, no debate quinzenal no Parlamento, Pedro Passos Coelho garantiu que Portugal vai lutar em Bruxelas para ter um tratamento de igualdade em relação à Grécia, mas apenas em relação a algumas das medidas do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, no âmbito da estratégia do regresso de Portugal aos mercados.

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