Quarenta dos sessenta carros-patrulha da divisão de Sintra da PSP estão parados por diversos motivos, todos associados à falta de verbas – o que obriga os polícias a fazerem as patrulhas a pé. E quando são chamados a ocorrências mais longe são pedidas emprestadas viaturas a esquadras vizinhas.

Até ontem, eram cinco as esquadras que não tinham um único carro disponível – Cacém, Mem Martins, Casal de Cambra, Mira Sintra e a própria esquadra de Trânsito. Dos 40 carros encostados, há dez situações em que isso acontece por falta de pneus. Das seis viaturas à civil só três estão a funcionar. E das 12 motas, quatro estão avariadas.

Durante todo o fim-de-semana, o reboque da PSP também não funcionou na divisão. Sintra tem dez esquadras e serve quase meio milhão de habitantes – cerca de 450 mil pessoas. Os índices de criminalidade mostram também que é uma zona onde a PSP aposta na prevenção.

Refira-se que as viaturas avariadas ainda nem sequer foram levadas para reparação nas oficinas da polícia em Alfragide. A maioria das avarias é de fácil resolução – simples lâmpadas fundidas, falta de calços de travões ou problemas eléctricos nas viaturas.

Para além das esquadras que estão sem um só carro, as restantes – Massamá, Belas, Queluz e Agualva – também têm carros avariados. Algumas contam com apenas um veículo.

António Ramos, do Sindicato dos Profissionais de Polícia, diz ter conhecimento da situação, "que afecta esquadras em todo o País", e já expôs o caso ao director nacional. "Em Novembro, já tínhamos questionado a chefia. E a resposta que tivemos é que não havia verbas, mas garantiram que o problema será resolvido em breve. O que nós queremos é que este problema seja ultrapassado para não colocar em causa o trabalho operacional".

cm