Maquinaria pesada de uma empresa especializada na remoção de destroços pós-catástrofe está já a limpar o Retail Park de Portimão, onde sete megalojas foram destruídas num violento incêndio, na madrugada de 23 de Setembro

Fonte da Câmara de Portimão referiu ontem ao CM que os trabalhos de limpeza se poderão estender por "vários meses", dada a sua "complexidade e volume". Em causa está uma área de cerca de 15 mil metros quadrados de escombros. No incêndio arderam por completo as lojas Continente, Moviflor, Rádio Popular, DeBorla, Staples, Aki e Decathlon.

As máquinas em causa são as mesmas que já apoiaram a Polícia Judiciária nas perícias com vista a determinar as causas e as circunstâncias do fogo. "Uma vez concluídas as investigações, começaram a limpar, tendo a zona do Continente sido a primeira, dada a existência no local de géneros alimentares em decomposição", adiantou a fonte.

Tal como o CM noticiou, o relatório preliminar do Laboratório de Polícia Científica da Judiciária concluiu que o incêndio se deveu a causas naturais, ficando excluída a hipótese de crime. A tese mais forte é a de que terá havido um sobreaquecimento nas instalações do armazém onde estava localizado o DeBorla. As perícias, de grande complexidade, prolongaram-se por mais de um mês.

CÂMARAS QUER LOJAS NO CENTRO DA CIDADE

A Câmara de Portimão tem vindo a manter reuniões com as empresas das megalojas destruídas no incêndio do Retail Park, com vista a "sensibilizá--las para que se mantenham em Portimão" e também para que, "de preferência, se instalem no centro da cidade", disse ontem ao CM fonte da autarquia. "Temos um plano, que estamos a ultimar, com vista a propor uma localização para as lojas. Mas a zona ainda está em avaliação e, por isso, ainda não pode ser divulgada", esclareceu. Entre as hipóteses analisadas pela câmara e associações de comerciantes, uma antiga fábrica, na rua de S. José, é vista como uma solução possível.

cm