O presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou nesta segunda-feira que o surgimento da febre da dengue no arquipélago foi "instrumentalizado" para prejudicar a região.

O responsável falava aos jornalistas depois do almoço oferecido na Quinta Vigia ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, que foi à região para se inteirar do trabalho desenvolvido no combate ao mosquito Aedes aegyti.

Sobre a visita, Alberto João Jardim referiu o "efeito prático que tem para a Madeira é desmistificar a mistura de questões políticas com questões muito sérias que mais uma vez também a propósito disto se tentou fazer".

Segundo Jardim, alguns meios de comunicação social têm estado "propositadamente a prejudicar a Madeira".

"É preciso que se diga as coisas, já que neste país se tem medo de chamar o boi pelos cornos, é preciso que se diga estas coisas", acrescentou o governante madeirense, declarando.

O líder insular afirmou que os casos de dengue na Madeira são "uma realidade", mas lembrou é um problema que acontece também noutros países.

"No Rio de Janeiro [Brasil], onde é uma realidade muito mais grave do que aqui, vai-se fazer um Campeonato do Mundo [de Futebol] e os Jogos Olímpicos. E em todo o lado há disto, até mesmo na Europa do Norte e foi mais uma vez utilizado para chatear a Madeira", argumentou.

"É caso para se mandar esta mensagem: se a Madeira aborrece tanta gente, porque é que não nos deixam livres?", questionou.

cm