Seis agentes da Polícia Militar de São Paulo, Brasil, foram presos acusados de terem abatido, friamente e sem motivo, um jovem de 16 anos desarmado, tendo depois tentado ocultar o crime forjando um confronto. Na acção, um outro adolescente, amigo da vítima mortal, também foi baleado mas não morreu, encontrando-se internado.

Maicon Rodrigues de Moraes, de 16 anos, a vítima fatal, e o amigo foram abordados pelos polícias na madrugada de domingo numa rua do bairro Vila Medeiros, região do Parque Edu Chavez, na zona norte da capital paulista. Apesar da pouca idade evidente, de estarem desarmados e de não terem esboçado qualquer atitude agressiva, os dois foram agredidos e depois alvejados com vários tiros disparados pelos agentes à queima-roupa.

No relatório sobre o caso, os polícias classificaram os dois jovens como bandidos perigosos e afirmaram que, ao aproximarem-se destes, foram recebidos à bala e tiveram que se defender mas, horas depois, habitantes foram à esquadra desmentir esta versão e os agentes foram detidos. Antes, porém, ainda tiveram tempo para mais uma brutalidade, espancando selváticamente o irmão de Maicon quando este tentava saber, com os homens fardados, como o irmão tinha morrido. O rapaz também está internado devido aos muitos ferimentos e traumatismos inflingidos pelos agentes.

Revoltados com a atitude dos polícias, populares incendiaram dois autocarros de passageiros que chegaram à paragem final, perto do local do crime. Num deles, dois passageiros inocentes, aparentemente sonolentos ou sob efeito de álcool, não conseguiram sair do veículo em chamas e morreram carbonizados.

cm