O tráfico de estupefacientes tem alguma relevância, e o posto de Quarteira é um dos postos com mais apreensões na região", revela ao CM o capitão Abel Adriano, comandante do destacamento de Loulé.

Segundo o responsável pela GNR no concelho de Loulé, onde está inserida a cidade de Quarteira, as detenções são feitas não tanto em quantidade, mas em situações individuais de detenção ou identificação por posse de estupefacientes.

"Não é um crime muito organizado nesta cidade, mas ultimamente temos feito bastante trabalho nesse sentido e temos tido bons resultados", assume, realçando que "uma forma de prevenir outro tipo de criminalidade é feita através da detenção destes indivíduos".

Abel Adriano garante que, "a criminalidade geral tem diminuído, um pouco também pela diminuição da população residente", mas afirma que tem sido feito um reforço de policiamento em Quarteira, por ser uma zona "sensível".

Outra das preocupações da GNR é o roubo por esticão, "porque é o mais difícil de evitar e depende muito dos cuidados que as pessoas devem ter ao andar nas ruas", diz Abel Adriano.

DISCURSO DIRECTO com Capitão Abel Adriano, GNR de Loulé

"Há aumento de violência doméstica"

Correio da Manhã – Quarteira é uma cidade segura?

Abel Adriano – Quarteira vive muito da fama que ganhou há alguns anos, mas não é uma realidade actual. É uma zona sensível por causa da sazonalidade, mas é uma cidade segura e não tem problemas de criminalidade grave.

– Que tipo de crime tem aumentado?

– A violência doméstica tem vindo a aumentar, e a tendência é para subir ainda mais.

– O que tem potenciado este tipo de crime?

– É devido à crise económica actual. Com o desemprego, as pessoas passam mais tempo em casa e encontram refúgio no álcool, o que potencia a violência doméstica.

– Há alguma coisa que a GNR possa fazer para evitar este crime?

– Infelizmente é difícil controlar esse tipo de crime. Se tivéssemos emprego para dar às pessoas, poderia ajudar, mas não temos...

cm