As casas e escritórios de ex-ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o ex-secretário de Estado do Tesouro, Costa Pina, e o ex-presidente da Estradas de Portugal, Almerindo Marques, foram alvo de buscas no âmbito do inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP), chamado Buraco no Asfalto. A notícia foi avançada pela TVI, que adianta que o Departamento Central de Investigação e Ação Penal do Ministério Público e a Polícia Judiciária foram responsáveis pela ação.

Recorde-se que os dois ex-governantes deixaram a vida política e Almerindo Marques também deixou a presidência da Estradas de Portugal, estando hoje na Opway, construtora do grupo Espírito Santo. Depois de sair do governo, Fernando Teixeira dos Santos voltou à Universidade do Porto, enquanto Costa Pina foi recentemente nomeado administrador da Galp.

Segundo a TVI, vários membros da comissão de negociações nomeada pelo Executivo de Sócrates foram igualmente alvo de buscas domiciliárias e nos locais de trabalho. O Ministério Público procura "eventuais indícios criminais na negociação feita em 2010 entre o Estado e a concessionária Ascendi, da Mota-Engil e do grupo Espírito Santo. Em causa estão as concessões Norte e grande Lisboa, em que o Estado não tinha despesas e passou a ficar comprometido no valor de uma Ponte Vasco da Gama, nos cálculos da consultora Ernst & Young”.

Paulo Campos (ex-secretário de Estado), Mário Lino (ex-ministro das Obras Públicas), António Mendonça (também ex-ministro das Obras Públicas) e Ana Tomaz (colaboradora na secretaria de Estado e Estradas de Portugal) tiveram já de lidar com buscas no âmbito da investigação às PPP.

Entretanto continuam a decorrer no Parlamento as audições sobre o inquérito às PPP. Hoje foram ouvidos na comissão de Obras Públicas Mário Lino, João Cravinho e Ana Paula Vitorino.







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