Caso a receita prevista falhe em 2013, o Governo avança com um plano B. Passos já falou dele. Alvo de Gaspar é a função pública





O Governo prometeu à troika, no âmbito da sexta avaliação, um plano B com cortes superior a 800 milhões caso a receita de impostos falhe em 2013, avança a Bloomberg, que teve acesso ao relatório da sexta avaliação redigido pela Comissão Europeia.

Em causa estão cerca de 880 milhões de euros em novas medidas: a maior parte do novo pacote de contingência que está preparado para o próximo ano será composto por "reduções adicionais" na despesa salarial da função pública e "aumento da eficiência no funcionamento da administração pública", escreve a mesma agência.

As medidas que visam fazer cortes adicionais na despesa até já foram confirmadas por Pedro Passos Coelho, no final de outubro, no Parlamento. Segundo o primeiro ministro "o Governo está na disponibilidade de adoptar medidas de contingência no valor de 0,5% do PIB", afirmou.

Hoje, a Bloomberg confirma o número. "Tendo em vista os riscos associados ao ajustamento fortemente baseado em receita, as autoridades estão a preparar medidas de contingência, predominantemente do lado da despesa, o valor de 0,5% do PIB", diz Bruxelas na sua versão dos memorandos, "referido-se ao Orçamento de 2013".

Vítor Gaspar tem um plano de redução permanente de despesa de "pelo menos 4000 milhões de euros" em 2013 e 2014. Não é claro que estes quase 900 milhões estejam incluídos nesse pacote.








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