Joaquim Pinho foi brutalmente espancado ao murro e pontapé pelo seu enteado, Armando Silva, de 49 anos. Durante a discussão, o homem, que sofre de perturbações mentais, empurrou o padrasto, que acabou por bater com a cabeça num poste. A vítima morreu duas semanas após as agressões, no hospital. O julgamento decorre em Santa Maria da Feira.

Em audiência, o arguido – que está acusado de um crime de ofensas à integridade física agravado por ter resultado numa morte –, negou ter agredido o padrasto após aquele ter caído ao chão. Na sessão de ontem, o presidente do colectivo informou que o arguido vai ser sujeito a exames psiquiátricos no Hospital de Santo António, no Porto, uma vez que a defesa quer provar que Armando é inimputável e não pode ser responsabilizado pelos actos.

Os factos remontam à manhã de 14 de Dezembro de 2010, à porta de casa de ambos, em Escapães, Santa Maria da Feira.

Também ontem foi ouvido um sargento da GNR que garantiu aos juízes que ainda falou com a vítima quando aquela estava no hospital de Santa Maria da Feira. "Depois falei com várias pessoas conhecidas da vítima, mas que garantiram que não viram nada do que aconteceu", disse.

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