Margarida Gonçalves, 48 anos, circulava de carro com a neta, de apenas nove meses, em Serém, Águeda, quando o caudal do rio Vouga começou a subir repentinamente.



Sem hesitar, a mulher retirou a bebé da cadeirinha e fugiu para terra firme – apesar da chuva torrencial que caía naquele momento. Em poucos minutos, o veículo acabou por ficar submerso pela corrente.

Esta foi a situação mais grave que se registou durante o dia de ontem no distrito de Aveiro, onde os ventos fortes e a chuva torrencial assolaram o Norte do País, em especial o Minho.

"Ela ficou muito aflita, mas conseguiu ter a calma suficiente para retirar a menina da cadeirinha, colocá-la à cabeça, para que não fosse atingida pela água do rio, e caminhar até atingir um ponto mais alto da estrada", disse ao CM Carlos Gonçalves, marido de Margarida. O acidente aconteceu às 14h45, quando a mulher regressava a casa com a bebé. "Na altura chovia muito e a estrada já estava parcialmente ala-gada, mas ela não imaginava que o rio transbordasse repentinamente e o motor do carro parasse", acrescentou.

Já na cidade de Aveiro, uma árvore de grande porte caiu em cima de um carro, cerca das 07h00, na rua Jaime Magalhães Lima. A estrada esteve cortada até às 11h30. Também anteontem, em Maceda, Ovar, um poste de electricidade caiu em cima de uma casa, destruindo o sistema eléctrico.

Rios galgaram pontes no Minho

Nos distritos de Braga e Viana do Castelo, que ontem estiveram em alerta vermelho, os bombeiros não tiveram mãos a medir, com mais de 700 saídas.

Em Ponte de Lima, a subida das águas do rio Lima provocou inundações na vila e na freguesia de Estorãos, obrigando ao corte da ponte romana. Também em Vilar de Mouros, Caminha, a EN301 esteve cortada devido à subida das águas do rio Coura.

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