O primeiro mapa do fundo do litoral de Esposende nos últimos cem anos aponta aquela costa como sendo de "grande potencial" para o turismo de mergulho, identificando vários locais propensos à actividade, novas espécies e dois navios naufragados.

"Existe um grande potencial desta área para campanhas de mar dedicadas ao turismo. Encontramos fundos altamente agradáveis e condições fantásticas para o mergulho", explicou o autor do estudo, Vasco Ferreira.

O estudo da Biodiversidade Marinha do Parque Marinho do Litoral Norte, em Esposende, resultou no "mapeamento dos fundos" de uma faixa de costa com 17 quilómetros de comprimento, entre Apúlia e a foz do rio Neiva, e até às 2,5 milhas (cerca de cinco quilómetros).

"Identificámos, por exemplo, a presença de 76 espécies de peixes, algumas que desconhecíamos, sendo um número bastante elevado quando comparado com outros locais sujeitos a investigações similares", explicou o investigador, que realizou este estudo para o ‘Fórum Esposendense’.

As principiais conclusões da investigação – realizada em conjunto com a empresa Esposende Ambiente –, serão divulgadas sábado, naquela cidade, mas desde já o autor sublinha tratar-se do primeiro estudo do género em cerca de cem anos.

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