Vídeos mostram motins e crimes de agressões – como o arremesso de pedras à polícia .

Mais de uma hora a serem atingidos com pedras da calçada, cocktails molotov, ácido e garrafas, os agentes da PSP avançaram para uma carga policial, conseguindo fazer nove detidos em flagrante. Para trás ficavam 48 feridos, 21 deles agentes, na manifestação de 14 de Novembro em frente ao Parlamento. O Ministério Público está agora a contactar outros manifestantes por suspeitas de terem lançado objectos contra a PSP e por outros desacatos. Vídeos carregados no YouTube, da internet, foram essenciais para a polícia chegar aos autores dos crimes.

Foram participados sete inquéritos, cinco por resistência e coacção sob funcionários – agressões à polícia – e os outros dois por motim: referentes, por exemplo, aos que tiraram pedras da calçada para arremessar contra os agentes e ainda aos que incendiaram caixotes do lixo e partiram montras.

Os vídeos vistos pelos agentes da PSP motivaram cerca de metade dos sete inquéritos. Os manifestantes vão continuar a ser chamados ao DIAP de Lisboa. Nas imagens são vistos a cometerem crimes – e não foram detidos nem identificados durante a carga policial que se deu a seguir à manifestação.

O MP acredita que o processo esteja concluído em 90 dias.

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