A Associação de Pilotos Holandeses (VNV) reclamou esta sexta-feira às autoridades que investiguem as práticas da companhia aérea Ryanair, após a emissão de parte de uma reportagem em que quatro pilotos criticam a política de segurança da companhia.

Na reportagem da cadeia televisiva KRO, cuja versão completa ainda não foi emitida, os funcionários da companhia aérea irlandesa de baixo custo afirmam sofrer pressões para voar com menos combustível do que pretendiam e consideram que tal afecta a segurança dos aparelhos, noticia a EFE.

A este propósito recordam o que aconteceu no passado mês de Julho no aeroporto de Valência, quando três aviões da Ryanair aterraram de emergência por estarem com os níveis mínimos de combustível após terem tido que prolongar o voo devido a uma tempestade.

O presidente da VNV, Evert Van Zwol, expressou a sua preocupação com as acusações - a que deu total credibilidade - e defendeu que a companhia deve abandonar estas práticas.

Em declarações prestadas à edição digital do diário Telegraaf, Van Zwol considerou que as autoridades devem investigar e intervir e considerou que o problema está também sob a alçada da Agência Europeia da Segurança Aérea.

A acusação dos pilotos holandeses não é a primeira do género, já que, entre outros, o sindicato de pilotos alemão Cockpit assegurou que a Ryanair pressiona o seu pessoal para poupar combustível.

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