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    Padrão Atenção: Perigos da Inteligência Artificial!

    Filósofos, Astrofísicos e Programadores britânicos, inclusive o co-fundador do Skype, Jaan Tallinn, pretendem definir seriamente os riscos de a nossa civilização entrar num impasse, quando os humanos forem controlados por máquinas inteligentes. Tal variante de desenvolvimento dos acontecimentos é muito provável.


    Dentro de 50 anos, o mundo pode tornar-se irreconhecível: as máquinas aprenderão a pensar
    sem a ajuda dos humanos.
    Os militares utilizam há muito tecnologias próximas da inteligência
    artificial, por exemplo, aparelhos voadores não tripulados autónomos (drones) e sistemas de
    pontaria independentes.

    Daqui a algumas dezenas de anos, as máquinas aprenderão a pensar independentemente, afirma o redactor-chefe da revista "Defesa Nacional" e perito militar, Igor Korotchenko: "Já está sendo desenvolvida a aplicação de inteligência artificial em máquinas de combate. As funções humanas irão passar directamente para o centro intelectual de sistemas de ataque. Por isso, nos próximos 50 a 60 anos poderão perfeitamente aparecer sistemas de armamentos baseados completamente em inteligência artificial. As decisões finais, se forem tomadas por máquinas, assentarão em algoritmos imprevisíveis. Por isso, é importante dividir nitidamente as funções a serem delegadas à inteligência artificial e as reservadas para oficiais e generais".

    O director do Centro de Projectos de Instrução de Skolkovo, Denis Konantchuk, destaca que sistemas de inteligência artificial estão sendo elaborados não apenas por militares, mas também por programadores e cientistas civis. Todas as grandes empresas de tecnologias de informação do mundo tentam desenvolver sistemas de pesquisa e de tradução on-line que pensam como homens. Esta será uma revolução cognitiva, considera o perito: "Já existem tais cenários e respectivas premissas. Trata-se em particular, de sistemas de tradução de textos. Actualmente, tais máquinas processam o significado de palavras e não o sentido de frases. Grandes corporações tentam conseguir que os sistemas de tradução analisem primeiro o sentido de frases e posteriormente traduzam. Esta é uma condição para o surgimento de inteligência artificial. Isso pode acontecer em 2020-2030".

    Robôs-Assassinos irão se revoltar contra a Humanidade!

    Hoje, por toda a parte se utilizam robôs autónomos de combate, drones e sistemas
    automatizados de tiro.

    Os peritos militares alertam para os seus perigos!


    A maioria das máquinas ao serviço dos homens está equipada com
    a função de piloto automático: o comando autónomo. Mas essa
    função ainda está ausente nos robôs de combate.


    "Eis o exemplo da forma de pensar de um robô-assassino: se deslocar para o ponto com as coordenadas X e Y, localizar o alvo por radiação térmica, eliminar o alvo. Mas isso é o raciocínio de um robô. É terrível que ele não possa determinar o que se esconde por trás da radiação térmica. Pode ser tanto um soldado, como um rebelde ou um civil", explica Noel Sharkey, Professor de Inteligência Artificial e Robótica da Universidade de Sheffield (Reino Unido).

    Os militares e os cientistas continuam a aumentar a precisão dos sistemas automatizados de combate. Na opinião deles, os robôs-assassinos poderão reduzir a quantidade de soldados no campo de batalha, diminuindo dessa forma o número de baixas.


    Os cientistas criaram o drone Falcon HTV-2 que se encontra em fase de testes. Trata-se de um
    avião completamente auto comandado que pode desenvolver uma velocidade até 20.000 km/h.
    Velocidade excessiva para um piloto usando a tecnologia actual, ou que teria como consequência,
    o piloto ser desfeito em bocados.

    O Ministério da Defesa dos E.U.A. publicou um relatório sobre os sistemas automatizados de tiro no qual se falava das características das armas autónomas e semiautónomas. No fim do relatório, é apresentada a lista dos defeitos e das vulnerabilidades dessas armas.

    A lista é extensa e inclui aspectos tão importantes como:
    - A possibilidade de um ciber-ataque ao software;
    - Interferências no sinal de rádio;
    - Armadilhas de rádio localizado ou intercepção do sinal codificado para fins de pirataria informática.

    "As tecnologias actualmente existentes são um passo no caminho da criação e utilização de máquinas-assassinas automatizadas sem controlo humano. Neste momento, os algoritmos da programação são tão complexos que os erros que o sistema apresenta às vezes não poderão ser corrigidos pelo homem. Uns sistemas interagem com outros sistemas e nós não conseguimos controlar essa ligação. Nós também não controlamos a reacção de um sistema remoto ao sinal de um sistema que introduziu o erro", refere os seus receios Avrum Gubrud, Doutor em Ciências Físico-Matemáticas, que está a desenvolver o Programa de Ciência e Segurança Global da Universidade de Princeton (E.U.A.).

    A organização internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, em conjunto com especialistas da Escola de Direito da Universidade de Harvard, publicou um relatório intitulado "Perda de humanidade: um caso contra os Robôs-Assassinos".

    O relatório fala da necessidade de banir a utilização, fabrico e concepção de robôs-assassinos totalmente autónomos. Além disso, é necessário elaborar normas e leis de direito internacional que regulem a circulação de máquinas de combate no mundo de forma a evitar o seu fabrico descontrolado.

    "Eu não acredito que os robôs, por muito que a sua inteligência artificial seja desenvolvida, se orientem pelas normas internacionais de protecção de civis durante as acções de combate. Nada os irá deter, eles não sentem absolutamente nada. Além disso, é difícil controlar as acções dos robôs assassinos. Por outro lado, os seus actos não-controlados podem minar o princípio da dissuasão pela intimidação", disse a perita em assuntos militares principal da Human Rights Watch Bonnie Docherty.

    Neste momento, a maioria dos cientistas e investigadores apelam aos construtores para não equipar os robôs com armas, mas sim usá-los com fins pacíficos. Os peritos concordam que os robôs devem trabalhar nas áreas civis, como por exemplo na produção agrícola ou serem usados na medicina.

    Nós temos de proibir o uso de máquinas assassinas indomáveis. Nós temos de dirigir os robôs por um caminho pacífico, para que eles ajudem as pessoas em vez de matá-las. Pois até no campo de batalha há alturas em que o factor humano tem o papel decisivo, enquanto os robôs só podem imitar cegamente o comportamento humano, pelo menos agora.
    Última edição por mjtc; 15-02-2018 às 10:54.

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