O ex-líder da banca parlamentar do PSD, Domingos Duarte Lima, vai a julgamento no caso da compra de terrenos em Oeiras com crédito do BPN e que lesou o banco em mais de 52 milhões de euros.

Ao que o CM apurou, nenhum dos seis arguidos – Duarte Lima e o filho, Pedro Lima, Vítor Raposo, o sócio de Duarte Lima, Francisco Canas, intermediário financeiro arguido no processo ‘Monte Branco’ e os advogados João e Miguel Almeida e Paiva, que representaram os donos iniciais dos terrenos – pediu a abertura da instrução, pelo que o caso segue para julgamento.

A instrução é um mecanismo que permite aos arguidos contestarem as acusações do Ministério Público (MP) e evitarem a ida a tribunal. O prazo para requerer a abertura terminou na passada quinta-feira.

O caso está relacionado com a compra de terrenos em Oeiras, onde ia ser instalado o Instituto Português de Oncologia (IPO). Segundo o MP, Duarte Lima conseguiu, através do filho e do sócio, que o BPN financiasse o fundo Homeland para a compra dos terrenos, que foram vendidos pelos herdeiros Neta Branco por 1,5 milhões e pagos mais tarde pelo BPN por 22,8 milhões.

cm