1. #1

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    Padrão Columbófilia : Um desporto familiar !

    O que é a Columbófilia ?

    A Columbófilia é a arte de criar e treinar os pombos-correio!
    Actualmente, o pombo-correio tem a sua verdadeira dimensão na área desportiva : é que o apurado instinto e o sentido de orientação que estas aves têm em voltar em voltar ao local onde nasceram e foram treinados, propicia um universo de competições, que consiste basicamente em soltar os pombos em regiões distantes dos seus pombais, com o objectivo de que regressem o mais rápido possível!

    Um pouco de História

    No passado, eles foram uma importante ferramenta nos cenários de guerra. Actuavam como mensageiros entre os soldados nos campos de batalha e suas respectivas bases!
    Na I Guerra Mundial, mais de 30.000 pombos-correios foram utilizados nas frentes de combate, sobressaindo o episódio do Forte de Vaux, e a heróica batalha de Vérdun!
    Na II Guerra Mundial, assistiu-se ao êxito das mensagens aladas, sempre que as comunicações via-rádio eram interceptadas ou perturbadas pelos inimigos!
    Existem pombos-correios condecorados por “mérito de guerra” .

    Como se distingue um Pombo-Correio ?

    Pelo seu voo especial, sua vivacidade, sua plumagem macia e sedosa, sua anatomia, seu instinto gregário e sentido de orientação!
    No seu estado natural, não se afasta demoradamente do seu pombal (treinos de 30 a 45 minutos), voltando ao seu pombal quando o columbófilo os chama!
    Quando em competições (concursos), percorrem grandes distâncias regressando o mais rápido possível!
    É considerado um autêntico atleta do ar!

    Efeitos da prática deste desporto

    A prática desta modalidade desenvolve os sentimentos biológicos da Natureza, na sensibilização da protecção do meio ambiente e da natureza!
    O columbófilo chega a estabelecer um entendimento muito forte com os seus pombos, como um treinador de futebol com os seus pupilos!
    Entendimento necessário para enviar os seus pombos para os concursos, com o objectivo de que regressem o mais rápido possível!
    Favorece ainda uma estreita ligação entre os columbófilos, criando-se uma amizade sincera e desportiva!
    O columbófilo quando espera os seus pombos, cria um enorme estado de ansiedade, de nervosismo interior, de emoção e de expectativa, que tem a sua maior expressão no momento da chegada dos seus pombos, apreciando e valorizando os seus alados depois do esforço realizado por estes!

    Em que consiste este desporto?

    Os pombos que participam em competições (concursos), são encestados nas diversas colectividades espalhadas por todo o País, e conduzidos ao ponto de solta previamente designado, transportados em camiões com estruturas especialmente adaptadas a este fim. São depois soltos, para que regressem ao seu pombal, sendo comprovados à chegada através de um aparelho constatador (registando as horas, minutos e segundos em que deu entrada no seu pombal e foi constatado). Depois é feita a leitura dos respectivos aparelhos e a classificação do concurso!

    O pombal

    Os pombais variam de uma região para outra. Podem ser totalmente abertos, semi-abertos ou fechados, construídos em madeira ou alvenaria, podendo-se instalar em terraços, jardins, sótãos ou varandas.
    Deve estar exposto ao sol, estar bem limpo e livres de parasitas.

    Aprovação dos pombais pela FPC e seu licenciamento pela Autarquia local

    Segundo a legislação em vigor, a edificação de pombais de pombos-correios está sujeita a prévio licenciamento camarário. Assim, para evitar futuras situações desagradáveis, aconselhamos que, após a elaboração do projecto de construção (plantas), as mesmas sejam enviadas à Federação, acompanhadas da memória descritiva e mapa de implementação do pombal, para que, de acordo com o estipulado na lei de protecção ao pombo - correio, sejam sujeitas a aprovação e registo federativo. Após aprovação do pombal pela FPC, deverá, todo o processo, ser submetido aos serviços competentes, da respectiva Câmara Municipal, com a finalidade de obter um licenciamento da construção.

    Aspectos a ter em conta

    A columbófilia é um desporto que se pratica no pombal de cada columbófilo ou em aldeias columbófilas (conjunto de pombais de diversos columbófilos integrados num mesmo espaço). A alimentação adquire-se em casas da especialidade, sendo composta por uma grande variedade de sementes, ingerindo um pombo uma média de 35 gr. diárias.
    O Pombo-Correio, ave de belíssimo porte, é considerado a ave mais saudável do Mundo, pois investigações científicas permitiram considerar o pombo-correio como sendo bastante resistente ou no mínimo muito pouco susceptível à “Influenza Aviar” (Gripe das Aves), e desta forma não constituir um perigo para a saúde humana, não lhe sendo reconhecido qualquer papel relevante na proliferação ou transmissão da referida doença!

    Atributos do Pombo-Correio

    Possui um esqueleto capaz de resistir ao enorme trabalho dos seus músculos. Dotado de uma grande rapidez de voo , endurance e resistência à fadiga, equilíbrio harmonioso de toda a musculatura, plumagem suave e sedosa, são características que minimizam a resistência ao vento durante o seu voo.
    De salientar o seu instinto de regressar ao seu pombal, assim como o inato sentido de orientação.
    Tudo conjugado, lhes é permitido perfazer centenas de kms. a velocidades médias de 90 ou mais kms por hora .

    Que dificuldades enfrenta no regresso ao pombal?

    No regresso ao seu pombal são muitas as dificuldades que enfrenta : sistema orográfico (montanhas), condições meteorológicas adversas (Chuva, vento, neve, nevoeiro), as aves de rapina e também os caçadores ( o Pombo-Correio é considerado de Utilidade Pública e protegido por Lei, mas mesmo assim continua a ser alvejado e abatido).

    Como se iniciar neste desporto?

    O primeiro passo a dar por quem se queira iniciar neste desporto é dirigir-se à colectividade mais próxima da sua residência e proceder á sua inscrição.Os valores de inscrição (quotas) reportam-se, em regra, ao período de um ano e o custo é variável.
    Depois de inscrito na Colectividade, deve proceder à sua inscrição federativa. A quota federativa é paga também na colectividade, a qual se encarrega de enviar o processo à Federação.
    Desde qualquer idade se pode praticar esta cativante e empolgante modalidade desportiva: COLUMBÓFILIA !

  2. #2

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    Padrão A evolução do desporto columbófilo !

    Há quem diga que o Homem já foi à Lua. Quase todos os dias a tecnologia dá novidades ao mundo. A ciência até já sabe clonar animais e plantas. Mas ainda ninguém sabe explicar o sentido de orientação dos pombos. Uma capacidade que, aproveitada pelo Homem, fez deles a «ferramenta» precursora da globalização. Há achados arqueológicos que indicam a utilização de pombos correio em 6500 A.C. E ainda na década de 50 do século passado, mais de 60 mil pombos-correio eram usados como tal na Argentina. Em 1948, o Estado português concedeu ao pombo-correio o Estatuto de Utilidade Pública. Hoje estas aves já não fazem falta como mensageiros. Mas são responsáveis pelo desporto com mais praticantes em Portugal depois do futebol. A columbofilia nacional conta com cerca de 20 mil associados em 766 clubes. E estão registados na Federação cerca de quatro milhões e 500 mil pombos. No Algarve contam-se 24 clubes, 997 columbófilos, que soltam semanalmente cerca de 20 mil pombos. O Região Sul faz aqui uma pequena viagem ao mundo da columbofilia algarvia e desta ave exótica, cientificamente conhecida por “Columba livia”, que pode valer 100 mil euros; em competição pode voar 1000 kms num só dia, e atingir velocidades na ordem dos 130 km/h.

    O começo da columbofilia em clubes e associações remonta a 1900 em Portugal. Na região algarvia em 1932 com o aparecimento da então Sociedade Columbófila do Algarve. Hoje a estrutura columbófila está organizada como qualquer outro desporto. Tem uma Federação nacional (Federação Portuguesa de Columbofilia) que rege as associações distritais, e cada associação distrital tem os seus clubes. No Algarve são organizadas por época, entre Janeiro e Junho, 21 provas e quatro treinos, o que não difere muito dos outros distritos. As provas acontecem semanalmente. A última foi a de Sória, em Espanha, no passado fim-de-semana, com 700 kms, organizada pela Associação Columbófila do Distrito de Faro com uma congénere espanhola. Concorreram 13 mil pombos, com um prémio de 650 euros para o 1º, 450 para o 2º e 250 para o 3º. Não são os prémios monetários das provas que levam os columbófilos a competir, mas o valor que atinge um pombo campeão pode ser sinónimo de enriquecimento, se ganhar numa prova rainha, como a de Barcelona, com 1000 kms. É uma das duas clássicas (também Lérida) organizadas pela federação nacional. “É a prova das provas”, assegura Rui Emídio, presidente da Associação Columbófila do Distrito de Faro. “O dono de um pombo que ganha Barcelona está multimilionário. Não precisa trabalhar mais”, diz o responsável. Foi exactamente por 100 mil euros que, por exemplo, foi vendido para o Japão um vencedor de Barcelona já há nove anos. O pombo chamava-se “Espírito Invencível”. Era belga (país donde são nativas as principais raças de pombos-correio). “Essas pessoas enriquecem porque, como nesse caso do “Espírito Invencível”, antes de vender, o dono pô-lo a procriar e tirou 50 filhos, a valer entre os 5 mil e os 20 mil euros cada”, reforça. Mas pombos vencedores e vendidos a preços elevados é algo que remonta há muitos anos e não só em clássicas. José Carlos Almeida Rosa, da Sociedade Steven Catia e José Carlos, lembra-se de já em 1985, nas Olimpíadas Columbófilas do Porto, o pombo vencedor ter sido “vendido para o Japão por 1300 contos” (6500 euros). Porém um pombo de topo custa hoje, em média, “10 mil euros, e um filho pode custar 5 mil euros”, embora também possa ser comprado um pombo-correio por 150 euros, pois a maioria dos columbófilos praticam exclusivamente por paixão. Existem entre 15 e 20 raças de qualidade, mas a raça do pombo está ligada ao criador. Um dos pombos mais famosos que existem é o Janssen. Janssen é o apelido de três irmãos belgas que nos anos 20 e 30 do século passado, ganharam uma série de provas e começaram a vender pombos. Hoje já só está vivo um deles, com 90 anos. “Lá na Bélgica, o reino é dele”, diz Rui Emídio, que o conheceu pessoalmente. Foi ao seu pombal na Bélgica e quis comprar “um borrachinho que ele lá tinha, mas que já estava vendido” mais uma vez, “para o Japão” e “por 25 mil euros” (o Japão e a Coreia são países com milhares de columbófilos que compram pombos europeus por quantias exorbitantes, tal como exorbitantes são as apostas que fazem). Mas para além dos Janssen, os Verreck e os Fabrys são outras raças muito populares e caras, todas belgas. “E não há pombal no mundo que não tenha um Janssen” .

    “Os pombos-correio são atletas de alta competição”

    Com ou sem pombos de topo, todos os columbófilos têm semelhantes tarefas, que passam por dois treinos diários – normalmente ao início da manhã e final da tarde; alimentação das aves, tratamento e limpeza de pombais, estratégias de competição. Fazem provas de velocidade (até 300 kms) podendo um columbófilo participar no máximo com 15 pombos; meio fundo (até 500 kms) com 25 pombos, e fundo (até 1000 kms) com 30. “Os pombos correio são atletas de alta competição. Caso contrario não faziam 700 kms em sete horas. Tal como outro atleta de alta competição o pombo tem de treinar todos os dias. Apesar de praticamente não haver columbófilos profissionais - pelo menos no Algarve não há - um columbófilo acorda cedo para soltar os pombos das 7:00 às 8:00 horas, vai trabalhar e volta a soltá-los por volta das sete da tarde para o segundo treino”, explica o presidente da associação, que tem cerca de 200 pombos.

    Estratégias de competição

    Há duas estratégias de competição: os chamados: método natural e viuvez. O natural é o método mais antigo, onde machos e fêmeas partilham o mesmo pombal, sendo que quando um vai para a prova, o pombo deseja voltar depressa para ver o cônjuge, os ovos em encubação, ou os filhos. A viuvez, de uma maneira geral aproveita mais os machos e consiste em fazer vida isolada das fêmeas, sendo que dois dias antes das provas são juntos, para que os machos comecem a ficar excitados. Depois vão para a prova e tudo o que querem é voltar. A viuvez é o método mais usado por quem quer mesmo ganhar. Quem pratica a columbofilia mais pelo desporto, é que ainda utiliza o método natural, porque este desgasta mais os pássaros, na medida em que criam os filhos com as actividades e responsabilidades inerentes ao facto em qualquer animal. “Quando os pombos estão separados das fêmeas estão mais soltos, com mais saúde. Hoje em dia 95% dos columbófilos já joga com a viuvez”, diz Rui Emídio. No entanto, em qualquer dos casos, chegar a casa é tudo o que querem. Como o fazem e porque o fazem, são questões sem respostas seguras.

    «A tenacidade

    Se os pombos sabem que estão em competição ou não, é algo que divide opiniões. Rui Emídio diz que às vezes acha “que sim”. Jorge Martins, da Sociedade Columbófila de Faro, columbófilo há mais de 50 anos, acha que “não”, que o que “querem mesmo é chegar ao pombal”. O certo é que o pombo volta sempre ao pombal, se não for alvo de um forte ataque ou acidente. “Já tenho recebido pombos quase 15 dias depois da prova”, confirma o sócio número 6 da sociedade columbófila farense.Isto acontece porque “desde as aves de rapina aos gatos e até pessoas, os pombos correm muitos riscos”. Mas a tenacidade – característica destas aves que apaixonam tanta gente – leva-as a serem capazes de coisas tão extraordinárias como voar sem rabo. Assim recebeu Jorge Martins um dos seus pombos vindos de Vilar Formoso. “Nem um pena do rabo trazia, mas chegou”. Quando um pombo nunca chega, quase sempre a razão está num ataque mortífero. Se assim não for, param, descansam, mas acabam por chegar. “Há pombos que só voam de dia: à noite pousam, descansam e continuam no dia seguinte. Outros pombos voam de dia e de noite”, comenta Jorge Martins, o que é prova de mais uma característica ainda sem explicação.

    «O sentido de orientação

    O sentido de orientação destas aves é algo que também continua no segredo dos deuses. Um jornal online brasileiro noticiava em 11 de Maio de 2005 que cientistas norte-americanos acreditavam ter descoberto que os pombos se orientam “pela visão e pelo olfacto”. Mas segundo a maior parte dos columbófilos, já foram testados voos com os olhos vendados e os pombos regressam. José Carlos Almeida Rosa afirma que “já foi feita a experiência de cortar o nervo olfactivo ao pombo e o pombo volta na mesma”. “Há várias teorias: grandes estudos, feitos por americanos, ingleses, etc. Mas o que consta, desde há muitos anos, é que se deve às ondas magnéticas da terra”, esclarece Rui Emídio, admitindo o seu cepticismo quanto à teoria do olfacto. Outras teorias apontam a conjugação de vários factores: campo magnético, olfacto, posição do sol, e memória espacial. Teorias à parte, a verdade é que a verdade ainda está por desvendar.

    Mediatizar a columbófilia

    Não deixa de ser curioso que sendo a columbofilia o desporto com mais praticantes em Portugal depois do futebol, não tenha a mediatização reflectida nesses números. O presidente da associação diz não perceber bem o porquê, porque considera ser “um espectáculo qualquer solta ou chegada de pombos”, mas acredita que “ainda não foi feito o possível nesse sentido”. “Era bom as escolas levarem os miúdos a ver uma chegada de pombos, nas Aldeias Columbófilas, por exemplo. Serão caminhos a preparar”, reflecte. E no Algarve existem 10 Aldeias Columbófilas (mais quatro em projecto) espalhadas por toda a região. Porém alguns passos começam a ser dados: na próxima Fatacil a associação vai ter pela primeira vez um stand expositor. E ainda no intuito de tornar mais visível a columbofilia, a associação apostou este ano, de forma pioneira a nível nacional, num gabinete de imprensa, que tem em José Carlos Almeida Rosa o responsável.

    Os custos

    Por outro lado, a columbofilia, nem por isso é cara como outras actividades o são, o que também pode fazer crescer o número de praticantes. “Gasto menos dinheiro do que se fumasse dois maços de tabaco por dia”, ironiza Rui Emídio. Em números concretos, contando com rações, vitaminas, análises, medicamentos e outras despesas adicionais, resulta “em pouco mais de 100 euros por mês”. As recompensas financeiras com prémios não cobrem os gastos. “É difícil. Uma pessoa que tenha bons pombos, que ganhe provas, talvez não gaste dinheiro. No entanto, esses, representam uns 5% dos columbófilos”, sublinha, não esquecendo, como foi atrás referido, que uma vitória numa clássica pode ditar um outro destino, sendo certo que para isso é preciso não só investir nos pombos certos, como treinar tão afincadamente quanto possível, e como em tudo na vida, ter alguma sorte à mistura.

  3. #3

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    Padrão Aves de GUERRA

    Os heróis esquecidos da Segunda Guerra Mundial

    Esta é a história nunca contada da maneira como os pombos-correio foram os heróis esquecidos dos Serviços Secretos, durante a Segunda Guerra Mundial, ao desempenharem um papel vital assegurando a vitória dos Aliados. Um documentário que inclui entrevistas inéditas aos militares e treinadores de pombos sobreviventes, que narram a incrível história das heróicas aves que lutaram numa épica e secreta guerra pelos céus fora, mudando a História para sempre...

    Durante a II Guerra Mundial o pombo irlandês de nome Paddy e o pombo americano G.I. Joe ambos receberam a Medalha Dickin juntamente com outros 32 companheiros, pelo seu brilhantismo e bravura no salvamento de vidas humanas pelas suas acções.
    "Winckie" foi o primeiro pombo a receber a Medalha Dickin.

    82 pombos correios foram levados para a Holanda com a 1ª Companhia Aero-Transportada como elementos da operação militar Market-Garden. O Pombal Militar ficava em Londres e tinham de voar 240 milhas para entregar as suas mensagens. Faziam parte dos serviços secretos.
    O Paddy com a anilha NPS.43.9451 foi agraciado com a medalha Dickin por ter sido o 1º pombo a chegar a Inglaterra com a noticia do sucesso do dia D ( invasão da Normandia), voou 230 milhas por cima do canal da mancha em 4 horas e 5 minutos. Bateu o record da travessia mais rápida e recebeu a medalha no dia 1 de Setembro de 1944. Esta medalha foi vendida em 1999 por 10.500 euros.

    G.I. Joe foi talvez um dos pombos mais famosos da História Mundial. Serviu nas Forças Armadas dos Estados Unidos.
    Durante a II Guerra Mundial, G.I. Joe salvou milhares de vidas na vila Italiana de Calvi Vecchia, quer civis quer militares ao entregar a mensagem para as forças aliadas não bombardearem esta vila como estava programado, a sua chegada atempada ao quartel permitiu as forças aliadas saber que a vila tinha sido tomada por um batalhão inglês e assim já não precisava de ser bombardeada como estava no plano de ataque.

    G.I. Goe salvou assim milhares de vidas. Foi lhe atribuída a medalha Dickin em Novembro de 1946.

    William of Orange pombo lilás,anilha NPS.42.NS.15125, soldado dos Serviços Secretos Ingleses MI 14. Salvou a vida a 2000 soldados durante a batalha de Arnhem em 19 de Setembro de 1944. Devido a um problema de comunicações ( perda de sinal) as tropas estavam cercadas pelo exército alemão e não conseguiam pedir auxílio. William of Orange foi libertado com a mensagem que informava a localização e a situação. Solto às 10:30 no dia 19 Setembro de 1944 chegou a Inglaterra ao seu pombal as 14H55. Voou 250 milhas com muito mau tempo. A informação transportada salvou 2000 vidas.

    William of Orange é avó e bisavó de pombos correios magníficos. Recebeu a sua medalha em Maio de 1945.

  4. #4

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    Padrão Columbófilia nas Escolas

    Os ‘Asas Ferreira de Castro’

    A Escola Secundária Ferreira de Castro (Oliveira de Azeméis) possui uma secção de columbofilia denominada os ‘Asas Ferreira de Castro’. José Carlos Silva é o responsável da secção e desenvolve o projecto em conjunto com cerca de 15 alunos do estabelecimento de ensino.

    Os ‘Asas Ferreira de Castro’ nasceram em 1999 e hoje já possuem um pombal com cerca de oito dezenas de pombos. Este clube surgiu pela carolice de um grupo de pessoas que ao constatarem que algum destes animais começaram a ficar por ali, junto a um canil existente na escola, que acabaram por transformar em pombal. José Carlos Silva considerou que “este projecto surgiu porque alguns pombos foram aparecendo pela escola, muitos deles provenientes de concursos, e pensamos que seria justo ajudarmos estes animais a integrarem-se novamente”.

    Associação e Câmara de ‘mãos dadas’

    Este responsável adiantou ainda que “tudo isto é possível graças ao apoio, em alimentação e outros extras, da Associação Columbofilia do Distrito de Aveiro e, ainda, à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis que ofereceu as entradas electrónicas, ou seja, os aparelhos de constatação electrónica da chegada dos pombos”.

    Escola de Azeméis é exemplo

    Nos tempos que correm torna-se cada vez mais importante e vital, a criação de mais clubes de columbofilia nas escolas portuguesas, de forma a trazer mais jovens para a nossa modalidade, como é exemplar a Escola EB2,3, Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis. Uma maior divulgação da modalidade junto dos jovens permitirá, por outro lado, dar a conhecer os benefícios da columbofilia como o único desporto para a família.
    Os ‘Asas Ferreira de Castro’ já têm algumas participações no seu currículo. Desta feita, já participaram no Campeonato Inter Escolas - organizado pela Federação Portuguesa de Columbofilia -, no Campeonato Distrital - organizado pela Associação Columbofilia do Distrito de Aveiro -, participação columbófila na Associação Columbófila de Oliveira de Azeméis e, ainda, nas exposições nacionais promovidas pela Federação Portuguesa de Columbofilia.

    MENSAGEIROS DE SÃO COSME

    Tudo começou em 1995

    Numa cerimónia de entrega de prémios da Sociedade Columbófila de Famalicão, onde estava presente o presidente da Cooperativa de Ensino Didáxis (Dr. José Fernandes), foi lançado o desafio para a construção de um pombal numa das escolas da Cooperativa.
    Os ‘Asas Ferreira de Castro’ já têm algumas participações no seu currículo. Desta feita, já participaram no Campeonato Inter Escolas - organizado pela Federação Portuguesa de Columbofilia -, no Campeonato Distrital - organizado pela Associação Columbofilia do Distrito de Aveiro -, participação columbófila na Associação Columbófila de Oliveira de Azeméis e, ainda, nas exposições nacionais promovidas pela Federação Portuguesa de Columbofilia .

    A Cooperativa de Vale S. Cosme, pela sua localização e pela oferta em actividades de enriquecimento curricular, aceitou o desafio e lançou mãos à obra.
    Com o pombal em construção, foram chegando borrachos provenientes de todo o concelho (com tradição na columbofilia) que ficaram provisoriamente alojados numa grande "volière", gentilmente cedida para o efeito, onde fizeram a adução e grande parte da muda da pena.
    Duas figuras da columbofilia concelhia destacaram-se nesta fase, quer pelo empenho e interesse demonstrados na concretização desta ideia (Sr. Aires Mesquita), quer pelo apoio e colaboração concedidos desde o arranque e até ao momento (Sr. Lino Campos).
    O professor Hélder Cardoso, que tinha dedicado grande parte da sua juventude a este desporto (passatempo), assumiu de imediato a responsabilidade de levar para a frente o Núcleo de Columbofilia na escola.

    Em 30 de Setembro de 1995, já com o pombal pronto e 52 borrachos aduzidos foi inaugurado oficialmente, pelo então presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia, Sr. Gaspar Vila Nova, numa cerimónia simples mas que augurava bons ventos, o Núcleo de Columbofilia da Escola Cooperativa de Vale S. Cosme, inscrito na Federação com o nome "Mensageiros de S. Cosme" e a licença desportiva nº 35920.
    Em 2002, ano de sonho para os Mensageiros, onde foram alcançados os maiores sucessos desportivos, a escola estava em crescimento, o número de alunos aumentava, ano após ano, e foi necessário construir um novo edifício de salas. Foi preciso demolir o pombal e construir outro, num local completamente diferente, a mais de duzentos metros do anterior.
    A inauguração do novo pombal, muito mais moderno e eficiente, foi feita em 16 de Novembro de 2002, pelo actual presidente da Federação, Dr. José Tereso.

    ESCOLA PROF. GONÇALO SAMPAIO

    O "Clube de Columbofilia" da Escola E.B.2.3. Professor Gonçalo Sampaio nasceu em 1995, aquando a implementação do tema "Protecção Animal" escolhido no âmbito do Projecto da Área Escola da então Escola C+S Professor Gonçalo Sampaio.
    É nesse ano que se constrói o pombal, iniciando-se, no ano imediatamente a seguir, a prática desportiva da modalidade.
    Esta iniciativa teve, para além de ir ao encontro do referido projecto, a intenção de ocupar os alunos nos seus tempos livres, contribuindo, desta forma, para o enriqueciemento curricular dos mesmos, uma vez que a sua passagem pelo pombal funcionava sempre como um alargar dos seus horizontes, nas mais variadas áreas, já que o pombal era, e ainda o é hoje, um local aprazível, onde se fala não só de pombos, mas de tudo o que aos alunos e à escola diz respeito, contribuindo, desta forma, para um alicerçar cada vez mais forte da educação para a cidadania. O incutir nos alunos o saber ganhar, o aceitar a derrota, o reconhecer o mérito do adversário, o saber dar os parabéns aos vencedores, o despertar o desejo de ultrapassar as suas limitações de momento é, em nosso entender, a melhor forma de educar.
    É ainda nosso objectivo fazer ver aos alunos que, assim como o pombo voa sempre em direcção ao pombal, assim os alunos devem caminhar sempre em direcção ao futuro, futuro esse que só se advinhará como risonho, se soubermos todos dar-lhe sentido no presente, através da educação para estes e outros valores.
    Em columbofilia, os resultados estão na nossa mão, da mesma forma que o futuro das nossas vidas.

    "OS CATEDRÁTICOS"

    Na EB 2,3 Vieira da Silva (Escola Preparatória de Carnaxide) já não há espaço para exibir os muitos troféus que a escola tem recebido nos últimos quinze anos. A culpa é de "Os Catedráticos", um clube criado pelo Prof. Luís Filipe Gomes, que foi o primeiro clube de columbofilia numa escola.

    Conhecida em tempos como a "escola dos pombos", o seu pioneirismo nesta área serviu de exemplo a muitas mais que entretanto possuem hoje clubes deste tipo.
    Graças à oferta de um primeiro casal de pombos muito bom, proveniente de um credenciado columbófilo algarvio, a escola alcançou resultados de elevado mérito ao nível de concursos de exposição de pombos.
    Foram cerca de dez anos de glória no que toca a prémios arrecadados devido à beleza destas aves. Em Dezembro de 1987, a EB 2,3 Vieira da Silva encontrou a solução ideal para combater os assaltos nocturnos de que por vezes era vítima, adoptando um cão abandonado que visitava a escola regularmente. Durante a sua primeira incursão ao veterinário, este ficou surpreendido com a originalidade da situação e comentou tratar-se certamente de um catedrático.
    O nome não assentava no cachorro, já devidamente baptizado de Rambo pelos alunos, mas inspirou o Prof. Luís Filipe Gomes quando este decidiu criar um clube de columbofilia na escola. Tal ideia surgiu-lhe por ter sido, em miúdo, estafeta do irmão (João Quinta Gomes), um columbófilo experimentado, que viria a dar-lhe uma preciosa ajuda nos primeiros passos de Os Catedráticos.
    "Quando um pombo chega de competição, tem de entrar imediatamente no pombal, e só então lhe retiramos a anilha que traz na pata e que possui o registo. Como chegam muitos pombos ao mesmo tempo, os columbófilos tinham muitos estafetas que rapidamente levavam as anilhas.

    Essa era a minha função", um problema que Os Catedráticos deixaram de ter, graças à oferta de um relógio próprio e no qual introduzem todas as anilhas conforme os pombos vão regressando das suas corridas.
    É que esta coisa dos pombos de competição tem muito que se lhe diga, embora tenha deixado de ter qualquer mistério para os 18 alunos que, juntamente com o professor, se dedicam aos pombos.
    Conhecida em tempos como a "escola dos pombos", o seu pioneirismo nesta área serviu de exemplo a doze outras escolas que entretanto possuem hoje clubes deste tipo. "Como fomos a primeira, ofereceram-nos um primeiro casal de pombos muito bom, o que é importante para a futura reprodução, e também introduzimos pombos de exposição.

    Quando concorríamos com estes últimos ganhávamos sempre porque os nossos eram os mais bonitos", explica o responsável pelo clube, que conclui: "tivemos dez anos de glória com estes pombos". Possuindo um pombal de magníficos exemplares, dele se ocupam os alunos durante a semana (as regras de higiene e alimentação destas aves é muito rigorosa), competindo aos seguranças da escola ocupar-se delas aos fins-desemana.

    Refira-se que as competições têm início em Fevereiro e terminam em Junho, sendo o restante período do ano de descanso - merecido, já que os pombos chegam a percorrer trezentos quilómetros, ou mais, a partir do ponto onde são largados até ao seu pombal, neste caso, em Carnaxide.

    Mas nem só de beleza vive esta modalidade, é na competição que a tarefa dos pombos é a mais difícil, estes, percorrem milhares de Kms nas provas em que participam, sendo largados a longas distâncias do seu pombal de referência, enquanto todos esperam na escola pela sua chegada.
    Possuindo um pombal repleto de magníficos exemplares, foi necessário retribuir por todos o trabalho proveniente da limpeza e treino dos pombos, como tal, os alunos asseguram ao longo da semana esta componente da modalidade, enquanto que os seguranças da escola dão o seu contributo ao fim-de-semana

    Inaugurou um pombal e visitou a Federação - Ministro José Lello conheceu os projectos da FPC

    O dia 12 de Junho de 2001 vai ficar ligado à história da columbofilia portuguesa. A inauguração do pombal da Escola EB 2,3 Poeta Manuel da Silva Gaio e a visita à sede da Federação por parte do ministro José Lello são dois marcos importantes numa modalidade que, segundo o titular da pasta da Juventude e Desporto, precisa de "dar o salto" mediático para ter o reconhecimento geral da sociedade. Um salto que, segundo José Lello, pode ser dado em breve, pois esta Federação "bem o merece pelo trabalho que tem desenvolvido".

    O ministro da Juventude e Desporto, José Lello, congratulou-se no passado dia 12 de Junho 2001, com o trabalho desenvolvido pela Federação Portuguesa de Columbofilia. Durante uma visita a Coimbra, o titular da pasta do desporto teve oportunidade de inaugurar o pombal da Escola EB 2,3 Poeta Manuel da Silva Gaio e visitar a sede da Federação, onde conheceu em pormenor a actividade federativa tendo ainda assistido a uma apresentação relativa ao projecto de informatização
    Na cerimónia de inauguração do pombal, o ministro José Lello salientou a "importância do espírito pedagógico" da iniciativa, realçando "o grande trabalho efectuado pela escola" na vertente cívica e no fomento dos índices culturais, lúdicos e desportivos dos praticantes da modalidade.
    O governante sublinhou ainda a importância da columbofilia na "partilha de experiências", considerando-a "muito abrangente".
    Importância sublinhada pelo presidente da Federação Portuguesa de Columbofilia, José Tereso, ao revelar que em Portugal cerca de 18 mil famílias são detentoras de mais de 4 milhões de pombos, os quais estão inscritos em 755 colectividades. Quanto à presença do Ministro nesta cerimónia, José Tereso considerou-a "mais uma página dourada no historial da Columbofilia".
    José Lello homologou ainda o protocolo assinado entre a Federação, a Escola, a Secção Columbófila do Clube de Futebol Santa Clara, a Associação Columbófila do Distrito de Coimbra e a Câmara Municipal, o qual obriga os outorgantes a cumprirem vários requisitos estipulados no referido documento, que tem o intuito de dinamizar e desenvolver este pombal e o núcleo columbófilo.

    Ministro tem autorização para utilizar o RecServer

    José Lello esteve ainda na sede da Federação Portuguesa de Columbofilia para tomar maior conhecimento do trabalho desenvolvido por esta entidade desportiva e também para conhecer o desenvolvimento do projecto informático iniciado há 3 anos.
    O ministro teve oportunidade de conhecer com algum detalhe como se processa a organização das soltas, os locais mais utilizados, os meios que as envolvem, o processo classificativo e o amor que os columbófilos têm com os seus atletas, permitindo-lhes vencer as dificuldades que encontram no regresso aos pombais.
    Quanto ao projecto informático, José Lello mostrou-se surpreendido "pela positiva" e demonstrou, através de carta enviada para a sede da Federação, ser este de "inegável qualidade e originalidade". Uma opinião formulada após visita efectuada ao Recserver, possibilidade que lhe foi proporcionada durante a apresentação do projecto. Orlando Santos explicou as razões que terão levado ao encontro desta solução com a apresentação de todo o programa de recenseamento, inter-conexão com as associações e colectividades, a página na Internet e a novidade do servidor de dados. Uma apresentação a que também assistiram algumas individualidades da cidade e elementos da comunicação social local, regional e nacional.
    A ocasião foi aproveitada ainda para apresentar os Campeonatos Internacionais de Mira, que se realizam em 14 de Julho no Columbódromo Internacional Gaspar Vila Nova. Para já, o balanço é positivo, pois foram batidos dois recordes, o de participantes (mais de 1.300 pombos) e de países (22). Os Campeonatos irão contar com a presença do Ministro do Desporto, José Lello.

    NOTA: Gostaríamos de agradecer a colaboração prestada nesta jornada por parte da Associação Columbófila do Distrito de Coimbra, a Secção Columbófila do Clube de Futebol Santa Clara e o Conselho Executivo da Escola EB 2,3 Poeta Manuel da Silva Gaio.

    Escola Silva Gaio criou Clube de Columbofilia - Pombal foi inaugurado por Ministro José Lello

    Situada na margem esquerda do rio Mondego, a Escola C+S Silva Gaio aderiu recentemente ao projecto do Clube de Columbofilia. A ideia partiu do professor de EVT, Luís Marques, que em conjunto com os alunos e um auxiliar de acção educativa, construíram um pombal que foi inaugurado pelo ministro do Desporto e Juventude, José Lello.
    A poucos metros da entrada principal da Escola C+S Silva Gaio fica situado o pombal do Clube de Columbofilia deste estabelecimento de ensino. Com sete inquilinos, a estrutura nasceu depois de uma circular da Federação Portuguesa de Columbofilia "a falar dessa possibilidade", referiu o professor Luís Marques.
    Depois de um início difícil, "já que a Câmara tardava em disponibilizar os materiais para a construção", a construção do pombal pode iniciar-se no ano lectivo passado. A ajuda de um auxiliar de acção educativa foi importante para o desenvolvimento do projecto que envolveu alunos do 6.º e 7.º ano de escolaridade. "Este ano, a aposta recaiu em alunos mais pequenos e inscritos no 5.º ano de escolaridade", disse o professor de EVT. Assim que o pombal ficou pronto, a ansiedade dos mais novos cresceu, já que "estavam desejosos de ver pombos". Sete "atletas" habitam nesta casa, "mas os alunos querem mais", referiu Luís Marques.
    O objectivo, segundo este docente, é que os alunos "façam a manutenção do pombal, a limpeza, alimentação e possível treino". Uma tarefa que não é fácil, pois "não há uma grande adesão ao clube, como também não há com outros clubes".
    "É preciso mostrar as vantagens e o interesse em aderir. Depois das primeiras aulas, os alunos acabam por se entusiasmar e gostar", afirmou o professor responsável.

    Visita de José Lello importante para a escola

    Foi com alguma satisfação que os responsáveis do clube e da escola receberam a notícia da presença do ministro da Juventude e Desporto, José Lello, no estabelecimento de ensino. Uma visita "que pode dar um novo impulso ao clube", afirmou Luís Marques.
    Para além destas vantagens, o professor de EVT referiu que esta viagem de José Lello foi aproveitada pela actual direcção da Escola para alertar o membro governamental da necessidade de construir um pavilhão para a prática da Educação Física. Uma obra prometida e que "não há meio de ter início", afirmou.
    Quanto ao clube, o ministro José Lello tomou conhecimento dos trabalhos desenvolvidos nesta área e, porque não, "abrir as suas portas a um maior número de alunos e professores da Escola", concluiu o professor de EVT.

    Sócios do Clube têm primeira experiência na modalidade - "Gosto de pegar neles e fazer festinhas"

    Os 14 jovens, que fazem parte do Clube de Columbofilia da Escola C+S Poeta Manuel da Silva Gaio, estão a gostar da experiência. Incentivados pelo professor de EVT, Luís Marques, os sócios do Clube reúnem todas as semanas no pombal situado na porta principal da Escola.
    Neste encontro, o professor e os alunos pertencentes ao 5.º e 6.º ano de escolaridade conversam sobre as actividades a empreender ao longo da semana. Uma das propostas semanais é a limpeza do pombal. A tarefa, apesar de não ser muito do agrado dos jovens, tem de ser efectuada. Vera Paiva, estudante do 5.º ano, afirmou que "eles sujam um bocadinho, mas eu ajudo sempre que posso". Com 11 anos de idade, a Vera Paiva refere que está a tomar contacto com esta modalidade pela primeira vez e que está a gostar. "Os pombos-correio são bonitos e alegres", disse esta jovem que gostaria ainda de vir a participar nas Férias Desportivas organizadas pela Federação Portuguesa de Columbofilia.

    Joana Baptista, de 10 anos de idade, afirmou que o gosto pelos animais a influenciou a inscrever-se no Clube. Apesar dos pais não serem columbófilos, a Joana gostaria de ter num pombal perto de casa estes "simpáticos animais". "Gosto de pegar neles e fazer festinhas", reconheceu a estudante do 5.º ano de escolaridade.
    Com 12 anos de idade e inscrito pelo primeiro ano no Clube, Wilson Anjos está a adorar a experiência. "Eu sabia que era para cuidar deles, limpar o pombal e treiná-los", afirmou o Wilson Anjos, que gostaria de ter no pombal da Escola mais pombos, "e, em casa, porque não".
    João Gomes é outro dos sócios do Clube e considera que "trabalhar com pombos é bom". "Estou a gostar de tudo", concluiu este estudante com 12 anos de idade.

    Escola Infante D. Pedro (Penela) constrói pombal no próximo ano lectivo

    "Os alunos estão eufóricos com o projecto"

    O Agrupamento de Escolas Infante D. Pedro, em Penela, criou o Clube de Columbofilia. Uma proposta com "luz verde" do Conselho Pedagógico e da Assembleia de Escola e que arrancará no próximo ano lectivo.
    José Heleno é o principal dinamizador do projecto. No passado mês de Novembro, e "através de uma conversa informal na sala dos professores", o columbófilo deu a conhecer este tipo de projecto.
    Funcionando em regime extracurricular, o Clube de Columbofilia serviria para motivar os alunos a encarar o estabelecimento de ensino "com outros olhos". A vontade dos estudantes tornou-se desde cedo bastante grande. "Desde o ano passado que, de manhã, levo alguns dos meus pombos para treino. Os miúdos, ao verificarem todos os cuidados que tenho, começaram a sentir-se motivados também", afirmou o dinamizador do projecto.
    A motivação já é tão grande que, segundo José Heleno, os alunos "demonstram alguma preocupação por o tempo estar a decorrer e a obra não começar". "Os estudantes estão eufóricos com o projecto", referiu o dinamizador do projecto.

    Esta obra, que irá nascer numa das zonas do Agrupamento de Escolas, será integralmente feita pelos estudantes e a supervisão dos professores dinamizadores do Clube. Uma envolvência que trouxe "bons frutos", já que em Fevereiro de 2001 o projecto tinha a aprovação do Conselho Pedagógico e o parecer favorável da Assembleia de Escola.
    Todas as turmas do 4.º ano, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos e Secundário irão participar no Clube de Columbofilia. Um Clube que tem como objectivo desenvolver o interesse e a protecção das aves, os conhecimentos relacionados com alimentação, higiene e saúde dos animais e promover o desenvolvimento global do aluno, o envolvimento da comunidade educativa, o sucesso escolar, aperfeiçoar as relações interpessoais e a formação do indivíduo através de contactos diferenciados dentro e fora do meio escolar.
    No enquadramento do projecto, é referido que o Clube da Columbofilia "vai empenhar-se na realização dos trabalhos de vários tipos, que têm em linha de conta os interesses dos alunos". A preservação da natureza em geral e das espécies características nesta zona do país são outras das propostas que o Clube se propõe realizar.
    Última edição por billshcot; 22-01-2013 às 14:47.

  5. #5

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    Bem, casa de pombos ,casa de tombos ! ,diz o ditado hehe ,já existe várias escolas por essa Europa fôra

    Escola britânica dá aulas de corrida de pombos a alunos

    Este desporto beneficia estudantes em outras matérias, diz professor




    Desporto data de antes de 220 a.C, acreditam especialistas
    Uma escola da cidade de Hednesford, em Staffordshird, na Inglaterra, inseriu em sua programação escolar a disciplina de corrida de pombos. Considerado um esporte do passado, a corrida vem sendo ensinada há 18 meses a um grupo de alunos na Kingsmead Technology College e provou ser um grande sucesso entre as crianças. As informações são do The Mirror.



    Richard Chambers, professor que está no comando do ensino às crianças, alega que o desporto gera grandes benefícios em outras matérias, como matemática, física, geografia e biologia.
    — Matemática quando eles tentam adivinhar em quem vai ganhar e trabalhar para calcular distância e tempo. Geografia ao mostrar como os pombos encontram seu caminho para casa seguindo o contorno da terra e ao voar sobre colinas e vales. E história é outra área que beneficia as crianças, quando eu conto como os pássaros eram usados para enviar mensagens das trincheiras na guerra.
    As aulas se mostraram de tanto sucesso, que os alunos conseguiram a 97ª de 5.500 participantes em uma competição em Midland.
    O Clube Nacional de Voo de Midland também apoiou a introdução do desporto na escola, para que se tornasse mais popular.
    Especialistas acreditam que o desporto data de antes de 220 a.C.
    Última edição por Convidado; 06-02-2013 às 13:35.

  6. #6
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    muitas saudades, em tempos tive uma colónia de 120 pombos só para competir, mais 14 casais de reprodutores, actualmente não tenho tempo para este desporto, talvez mais tarde volte a competição

  7. #7
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    Eu adoro pombos, este verão criei 4 pombos bébés, eles bebem como carneirinhos.

    São mais do que as pessoas imaginam.

    Adoro pombos! Amo-os! Parabéns pombos correio!

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  8. #8
    Avatar de marialui
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    Há preconceitos contra os pombos selvagens. Há anos que lido com os pombos e estou saudável.


    É outro mundo diferente e melhor, daquele que as pessoas vêem os pombos em bandos. É como ver um grupo de pessoas, se não há convívio as pessoas vêem com olhos diferentes. Se houver convívio o caso muda de figura.

    Última edição por marialui; 07-10-2019 às 08:40.

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