O pontapé no porco que andava fugido na A1, em Alverca, há pouco mais de uma semana, na sequência de um acidente, pode valer uma punição até 120 dias de suspensão e respetiva retenção no salário. Essa é a medida disciplinar mais grave que o militar arrisca, caso o processo de averiguações conduza a um processo disciplinar em que seja condenado. Entretanto, o porco já seguiu destino para ser abatido.

Depois do vídeo ter sido publicado na internet, surgiu uma onda de indignação, em que o militar foi "crucificado" e que levou o comando da GNR a investigar o comportamento do militar, durante a resolução do despiste do camião de transporte de animais, entre Alverca e Santa Iria, onde dezenas de porcos ficaram à solta na autoestrada, pondo em risco os automobilistas.

Ao que o JN apurou, no caso do militar ser condenado num processo disciplinar - o mais provável é que seja punido com uma repreensão escrita (podendo ser
considerada grave) - que fica na ficha da carreira e pode condicionar futuras promoções.

No vídeo que está na origem da polémica, e sem saber o que se passou antes, vê-se duas pessoas a correr atrás de um porco entre as viaturas que estavam paradas na autoestrada. O militar também avança atrás dos dois homens, quando o porco escapa e vai em direção ao militar que lhe dá um pontapé.

O Comando já condenou "com veemência" atitude do militar, mas repudiou várias mensagens na internet, em que o guarda era insultado.






JN