Ambientalistas e pescadores estão satisfeitos com a candidatura da Arrábida a Património da Humanidade, mas defendem um combate mais eficaz à poluição das águas do Sado e dizem que se perdeu uma oportunidade de programar o fim das pedreiras.

"As pedreiras são uma ferida aberta no coração da Arrábida e aí pensamos, de facto, que esta candidatura deveria ter equacionado uma saída gradual das pedreiras, planeada, faseada, de modo a causar o mínimo impacto social e socioeconómico na região. Essa oportunidade foi perdida", afirmou Carla Graça, vice-presidente da associação Quercus.

Já João Lopes, presidente da Federação das Associações de Pesca do Sul, frisa a necessidade de mudança de política no Parque Marinho Luiz Saldanha, junto à costa da Arrábida. Se tal não acontecer, "continuará a haver pesca ilegal, que não ajuda o setor". Lusa

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