Enquanto a maioria dos europeus afirma não comprar carro por preferir manter a viatura atual (45%), em Portugal o motivo mais citado é a indisponibilidade para de momento se comprometer com essa despesa (44%).

Segundo um estudo efetuado pelo Observador Cetelem, para contornar a subida dos custos na aquisição de automóvel, os europeus têm vindo a adaptar o seu comportamento: trocam menos de carro, escolhem veículos mais pequenos e menos dispendiosos ou em segunda mão. Um pouco por toda a Europa, o peso do segmento de luxo automóvel diminuiu a longo prazo, com exceção de Portugal e do Reino Unido. Em Portugal, a venda de veículos de gama alta passou de 6% no ano 2000, para 8% em 2008 e 9% em 2011. Esta tendência, também verificada no Reino Unido, foi influenciada pelo aumento de carros de luxo nas frotas das empresas.

Contudo, Portugal continua a ser o país onde as intenções de compra de viaturas de ocasião são as mais elevadas: 63% admite que pretende fazê-lo dentro de dois anos, enquanto a média europeia se situa nos 46%. No passado, Portugal foi também o país em que a compra de viaturas de ocasião foi mais significativa - 66% comparativamente a uma média de 50%, dos oito países analisados no estudo.

Quando questionados por que razões compram uma viatura de ocasião e não uma viatura nova, 72% dos portugueses alegam falta de meios/orçamento. Um número ainda significativo de inquiridos (28%) refere também o facto deste tipo de viatura ser suficiente para a utilização pretendida.

As análises económicas e de marketing, bem como as previsões para o Caderno Automóvel 2013, foram efetuadas em colaboração com a empresa de estudos e consultoria BIPE (Le BIPE). Os inquéritos de campo ao consumidor foram conduzidos pela TNS Sofres, durante o período Maio a Junho 2012, na Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Reino Unido e Turquia. No total, foram inquiridos 4.830 indivíduos (amostras representativas das respetivas populações nacionais).

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