Número de casos identificados diminuiu para residual.

O número de casos de febre de dengue, detetados na ilha da Madeira, diminuiu para valores residuais, anunciou esta terça-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS), que considera o surto controlado.

Na atualização mensal ao surto de dengue, disponibilizada no sítio da Internet da DGS, lê-se que a monitorização semanal da infeção pelo vírus dengue, na ilha da Madeira, permite verificar que, desde meados de novembro, o número de casos tem vindo a diminuir "para valores residuais", assinalando que, desde 4 de fevereiro último, não existe "nenhum caso confirmado laboratorialmente".

Segundo a DGS, desde o início do surto, a 3 de outubro de 2012, foram notificados 2.168 casos de febre de dengue na Madeira - mais quatro do que na informação disponibilizada o mês passado -, "a partir dos registos hospitalares e dos cuidados de saúde primários".

A DGS adianta, na mesma nota, relativa à situação a 3 de março, que "outros casos foram reportados, 11 no Continente e 70 em 13 países europeus, todos em viajantes regressados" da ilha, realçando que "não se registaram óbitos".

"A vigilância entomológica, utilizando armadilhas para ovos e formas adultas colocadas de forma dispersa na ilha, com ênfase na vertente sul, continua a revelar uma acentuada e progressiva diminuição da atividade vetorial", explica a DGS, sustentando que, "nesta data, de acordo com os dados disponíveis, tendo também em consideração a atividade vetorial atual, considera-se que o surto se encontra controlado".

Ainda assim, a DGS refere que se mantêm "todas as medidas de vigilância, controlo e resposta consideradas adequadas", assim como "as recomendações para proteção individual, através da prevenção das picadas de mosquitos".

A chefe da Unidade de Apoio às Emergências de Saúde Pública da Direção-Geral da Saúde, Cristina Santos, disse à agência Lusa que, "com os dados atuais, não é expectável o ressurgimento do surto a curto prazo".

"Embora o surto seja considerado controlado, mantêm-se no terreno todas as atividades de monitorização clínica e vetorial, de vigilância e controlo", reiterou, frisando que a DGS "continua a recomendar todas as medidas de proteção individual, nomeadamente o uso de repelente para prevenção das picadas de mosquito".

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