O Algarve vai deixar de ser considerado uma região rica, o que permite que beneficie de mais apoios atribuídos pela União Europeia (UE) já a partir de 2014.

Esta descida do nível de riqueza, ao que o CM apurou, deverá permitir que a região turística venha a receber, pelo menos, mais 75 milhões de euros no próximo quadro comunitário de apoio – 2014-2020. As negociações sobre o quadro financeiro começaram a ser discutidas com a visita da representante da política regional da UE, Rosalina Bernon. "Foi definido para o País um envelope financeiro extra de mil milhões e o Algarve será a única região de transição em Portugal, pelo que poderá ambicionar a um reforço de 75 milhões de euros", revelou David Santos, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, que deverá apresentar o plano de ação ainda este mês. O processo estará concluído até final de junho.

Recorde-se que o Eurostat colocou em 2005 Lisboa, Madeira e Algarve na lista das regiões mais ricas da UE. Segundo os dados do Eurostat, o Produto Interno Bruto per capita medido em paridade do poder de compra atingiu, no Algarve, entre 2000 e 2002, 80,05% da média comunitária.

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