Os computadores portáteis Magalhães que o Governo da Venezuela está a distribuir no ensino primário, ao abrigo do acordo assinado com Portugal, estão a ser usados pelo actual Presidente, Nicolás Maduro, para captar votos nas presidenciais.

Localmente conhecidos como ‘Canaimas’ e ‘Canaimitas’ e com sucesso reconhecido por simpatizantes e opositores do actual regime, os portáteis estão a ser usados para promover o voto no actual Presidente interino, Nicolás Maduro, o herdeiro apontado por Hugo Chávez, como um dos benefícios que os venezuelanos podem perder se a oposição ganhar as eleições.

"Eles (opositores) dizem, dizem e dizem, que o Estado não pode continuar a gastar tanto dinheiro ao entregar computadores aos meninos e jovens venezuelanos, que isso pode ser vendido ao preço de custo", disse, na quarta-feira, Nicolás Maduro, durante um comício com simpatizantes.

O presidente interino da Venezuela e também candidato presidencial sublinhou que a oposição tem um plano para "privatizar as Canaimitas" pelas "ânsias de dinheiro e de poder dessa oligarquia".

O uso dos Magalhães como estratégia eleitoral surge depois de as autoridades confirmarem que a Venezuela distribuiu mais de 2,4 milhões de computadores ‘Canaima’ a alunos do ensino primário, ao abrigo do acordo de cooperação assinado em 2008 com Portugal, e planeia ampliar o programa a estudantes de bacharelato, da educação média e diversificada.

nmt