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O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa aplicou a medida de prisão preventiva ao falso padre detido pela Polícia Judiciária, suspeito de se dedicar ao furto e comercialização de obras religiosas, fonte policial.

Segundo fonte da PJ, o homem, que se fazia passar por padre há vários anos, é suspeito dos crimes de furto de obras de arte e bens culturais religiosos, burla, falsificação de documentos e usurpação de funções e era procurado pela justiça por crimes praticados no final de 2012.

O agora detido tem pendente uma condenação a dois anos e meio de prisão, aplicada em outubro de 2011 pelo Tribunal de Santo Tirso, pelos crimes de usurpação de funções e de burla qualificada.

Na ocasião, o tribunal aplicara-lhe pena suspensa, mas em contrapartida exigiu-lhe que indemnizasse em 4.727 euros, no prazo de dois anos, três pessoas que burlou, e que pedisse desculpa, no prazo de 15 dias, à Arquidiocese de Braga, às paróquias onde exerceu ilegalmente e aos respetivos paroquianos.

Agostinho Caridade, o falso padre, foi ainda condenado, a título de danos não patrimoniais, a pagar 3.000 euros por ter "lesado a fé" dos queixosos.

Em julho de 2010, Agostinho Caridade já tinha sido julgado, também à revelia, pelo Tribunal de Felgueiras, que o condenou a 350 dias de multa, à taxa diária de cinco euros, pelos crimes de usurpação de funções e de burla.


jn