Regime sírio acusa o Estado judaico de provocação e promete retaliar.A Síria considerou ontem os bombardeamentos que sacudiram Damasco durante várias horas na noite de sábado para domingo "uma declaração de guerra de Israel". Os ataques na capital síria aconteceram dois dias depois de outro bombardeamento arrasar um armazém onde se pensa estivessem guardados mísseis iranianos destinados ao grupo radical libanês Hezbollah.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Faisal al--Mekdad, alertou Israel de que o seu país "responderá da maneira e no momento que considerar mais oportunos".

Israel não confirma o ataque em Damasco, mas a SANA, agência noticiosa síria, assegura que as bombas israelitas visaram um centro de investigação militar em Jamraya, nos arredores de Damasco, já atingido por outro raide da aviação israelita em janeiro. Segundo a mesma fonte, Israel terá ainda atacado, na madrugada de domingo, a base aérea de Dimas e a cidade vizinha de Maysaloun, junto da fronteira libanesa.



Grupos rebeldes sírios asseguram que o raide foi realizado por caças israelitas e residentes de Jamraya confirmam que a partir da meia-noite o solo tremeu durante várias horas com o impacto das bombas. "De início pensámos que era um sismo", afirmou um morador, acrescentando que o clarão das explosões "transformou a noite em dia".

O Irão condenou os ataques e desmentiu que o Estado judaico tenha destruído mísseis Fateh 110, de fabrico iraniano, destinados ao Hezbollah. Um general iraniano considerou mesmo que a Síria tem capacidade para se defender sem ajuda externa.

Refira-se que Israel ataca há muito os carregamentos de armas do Irão e assegura que os mísseis Fateh dariam ao Hezbollah a capacidade de atingir Telavive.


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