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O governador do Banco de Portugal garante que a aplicação de uma taxa sobre os depósitos acima de 100 mil euros como aquela que foi aplicada em Chipre, não será transposta para Portugal.

«Situações do género não são transponíveis para o nosso país, tal como o ministro das Finanças afirmou», garantiu Carlos Costa, numa conferência de imprensa.

Declarações que surgem depois de, esta semana, a Comissão Europeia ter admitido, em resposta a questões colocadas pelo eurodeputado português Nuno Melo, que, em caso de resgates internos (os chamados bail-ins), como foi o caso de Chipre, os depósitos acima de 100 mil euros podem ser reduzidos ou convertidos em ações.

«A melhor segurança que podemos dar aos depositantes é a solidez da banca portuguesa», explicou o governador, lembrando que o sistema financeiro português apresenta um rácio core tier 1 (medida de avaliar a solvabilidade de um banco) de 11,5%, acima de vários congéneres europeus.

Além disso, os bancos estão sujeitos a testes de stress regulares, que asseguram que, mesmo no pior cenários, são capazes de manter um rácio core tier 1 mínimo de 6%, em linha com as exigências internacionais.



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