Arlene foi colega de escola e grande amiga de uma das mulheres cativas, Gina Dejesus .
Uma das filhas do homem que torturou e violou durante dez anos três mulheres na sua casa em Cleveland, estado norte-americano do Ohio, afirma que o pai merece pagar pelo que fez e ser executado. E, segundo as autoridades estaduais, Ariel Castro deverá enfrentar a pena de morte pelos seus crimes.

"Apenas a pena de morte pode fazê-lo pagar pelo que fez" – afirmou Arlene Castro, uma das filhas de Ariel Castro, em entrevista a uma televisão dos EUA. A jovem foi a última a ver uma das raparigas sequestradas, Gina Dejesus, que era sua colega e melhor amiga na escola. "Só a morte poderá fazê-lo sofrer como ele fez sofrer as mulheres que torturou", acrescentou Arlene. Opinião idêntica tem a sua irmã, Angie Greeg: "Para mim, ele morreu". Aliás, todos os cinco filhos de Ariel afirmam, perentórios, que nunca vão visitar o pai à prisão.

Os procuradores estaduais do Ohio revelaram que, de facto, vão pedir a pena de morte para Ariel Castro, formalmente acusado de sequestro e de violação de três menores e ainda de homicídio agravado pelos cinco abortos forçados a uma das mulheres. O americano de origem porto-riquenha enfrenta, ainda, a acusação de sequestro da sua filha de 6 anos, que teve com Amanda Berry, uma das raptadas. Os testes de ADN provam que ele é o pai da menina.

As três mulheres que viveram horrores às mãos do seu carrasco voltaram para as suas famílias, mas o trauma persiste e o regresso a uma vida normal está ainda longe: na primeira noite em casa, Gina Dejesus não conseguiu dormir no quarto. Não consegue estar sozinha. Tem medo de que ele (Ariel) regresse.


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