Reformados pedem união contra medida 'inconstitucional e injusta'

O presidente do Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos (Murpi) garantiu hoje que irá contestar a chamada "TSU dos pensionistas", que considera "inconstitucional e injusta", e incentivou os vários movimentos de reformados a unirem-se.
"Este Governo insiste em tirar rendimentos aos reformados, uma medida ilegal e inconstitucional, imoral e injusta", disse à agência Lusa o presidente do Murpi, Casimiro Menezes.
O presidente deste movimento reagia à aprovação pelo Governo, em Conselho de Ministros extraordinário reunido no domingo, da criação de uma contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões, também chamada de "TSU dos pensionistas".
Na reunião de ministros de domingo para fechar a lista de medidas a entregar à 'troika' em troca da tranche relativa à sétima avaliação do programa de resgate, o também ministro dos Negócios Estrangeiros deixou passar a taxa, embora a título excepcional.
Uma mudança de posição que não surpreendeu Casimiro Menezes, para quem a cedência já era previsível.
"É bom dizer que o CDS-PP aprovou a convergência do regime da Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social e isso é indesmentível", afirmou, acrescentando que "a posição do CDS-PP é de meias tintas, mas é uma atitude esperada".
O presidente do Murpi garantiu ainda que o movimento irá "usar todos os meios para contestar esta medida".
A começar por uma concentração, no dia 25, frente no Palácio de Belém, "para exigir ao Presidente da República uma tomada de posição", e avançando, depois, "para os grupos parlamentares, para suscitar a inconstitucionalidade desta medida", explicou.
Casimiro Menezes defendeu também a união das várias associações de reformados, para combater a "TSU dos pensionistas".
"Quanto mais associações de reformados estiverem [unidas] no sentido de contestar essa medida, melhor, [porque] mais reforça a luta", concluiu.

Fonte: Lusa/SOL