Um tribunal madrileno decretou hoje a prisão preventiva para o ex-presidente da Caja Madrid, chamado a depor de urgência no âmbito do processo que investiga um empréstimo de 26,6 milhões de euros da entidade ao Grupo Marsans.

Fontes judiciais citadas pela imprensa espanhola referem que a medida cautelar foi imposta pelo juiz que investiga o caso e que hoje tinha chamado Miguel Blesa para ser ouvido sobre a compra do City National Bank da Florida pela Caja Madrid.

O magistrado Elpidio José Silva, juiz instrutor do processo, tinha considerado num auto emitido em fevereiro haver claros "indícios de criminalidade" na gestão de Blesa à frente da Caja Madrid, o banco forte do PP em Espanha e, atualmente, integrada no Bankia, banco nacionalizado devido às elevadas perdas e alvo de assistência por parte da Europa.

Especialistas da auditora KPMG confirmaram, na passada terça-feira, em tribunal a informação sobre Blesa, argumentando que a Caja Madrid, sob direção deste responsável, não cumpriu os requisitos legais ao autorizar o crédito de 26,6 milhões de euros ao antigo dono da Marsans.

Recorde-se que a Marsans era controlada por Gerardo Díaz Ferrán, ex-presidente da patronal CEOE, que deixou o grupo com perdas e dívidas de centenas de milhões de euros.

Blesa, por seu lado, foi hoje instado a comparecer no tribunal às 13:40 (12:40 de Lisboa) como arguido no processo, segundo o auto citado pela Efe.

O auto investiga quer o crédito de 26,6 milhões de euros quer a compra do banco com sede em Miami.



lusa