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Carlos Ascensão, 38 anos, levou a tribunal imagens do bar onde foi agredido por agentes O Ministério Público abriu um processo-crime a três agentes da PSP de Castelo Branco. O inquérito surge na sequência de uma operação na zona de bares da cidade, que culminou com a detenção de um emigrante de 38 anos. Carlos Ascensão alega ter sido "espancado de forma violenta e sem qualquer motivo", já algemado e até ter perdido os sentidos – e apresentou em tribunal a videovigilância de um bar que captou o momento da sua detenção.

"As imagens mostram que, ao contrário do que haviam dito ao tribunal, os agentes usaram os seus bastões para subjugar o detido de forma violenta", adianta ao CM fonte ligada ao processo.

Carlos Ascensão foi absolvido do incidente, e do processo foram extraídas certidões para um inquérito aos três agentes da PSP em causa – dois dos quais enfrentam uma queixa-crime por parte do emigrante.

O incidente ocorreu na madrugada de quinta-feira, 19 de julho, quando Carlos, emigrado na Suíça há sete anos e a passar férias na sua cidade natal, saía de um bar com um grupo de amigos: "Na rua havia uma altercação entre pessoas que nem sequer tinham nada a ver connosco, mas quando a polícia apareceu e, sem que nada o justificasse, começou a agredir--me a mim. A única coisa que eu fiz foi segurar um cassetete para evitar mais golpes. Mas depois vieram mais agentes e espancaram-me até perder os sentidos", queixa-se.

"Eles continuaram a bater-lhe mesmo depois de algemado", afirma a mulher da vítima, que assistiu ao incidente. Vera Gonçalves assegura que o marido não provocou os agentes e defende que "nada que alguém possa fazer merece um ataque com aquela brutalidade". Contactada pelo CM, a PSP confirma a detenção do emigrante mas recusa dar mais informações por estar a decorrer um processo-crime.


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