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Menina de onze anos entre as vítimas graves. Motorista terá confessado que adormeceu ao volante. Sinistro obrigou ao corte dos dois sentidos
"Vi um camião a voar e a passar à frente do meu carro. Eu baixei-me e rezei". As palavras são de Vital Santos, um dos automobilistas que conseguiram sair ilesos do brutal acidente de ontem à tarde, no IC2, em Águeda. Um pesado abalroou sete automóveis e provocou seis feridos, cinco deles graves, entre os quais uma criança de onze anos.
Pouco antes das 15h00 e segundo terá confessado a testemunhas, o motorista do camião adormeceu ao volante. Os momentos que se seguiram foram de autêntico drama. O pesado atingiu os carros que se encontravam parados nos semáforos de Mourisca do Vouga. Um dos automóveis foi até arrastado pela frente do veículo até ao pátio de uma casa. "Foi um dos maiores sustos da minha vida", recordou o dono da propriedade, Paulo Lourenço, que, de imediato, tentou socorrer o casal que se encontrava inconsciente dentro do carro arrastado.
"Ajudem-me, ajudem-me", gritou o motorista do camião, ainda sem consciência da violência do acidente.
A menina de 11 anos foi transportada para o Hospital Pediátrico de Coimbra. O motorista e outros dois homens – um deles, de 69 anos, em estado crítico, que foi helitransportado, e o outro de 39 anos – foram levados para a mesma cidade, mas para os Hospitais da Universidade. Uma mulher foi para Aveiro.
"Quando vimos a longa fila de destroços, com as pessoas a gritar, pensámos que estávamos perante uma tragédia. Foram momentos de muita aflição até percebermos que, pelo menos, ninguém tinha morrido", contou Carlos Costa, um dos primeiros populares a chegarem ao local.
A estrada esteve cortada nos dois sentidos desde as 14h48, até às 17h30, quando o IC2 foi reaberto num sentido.



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