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O Conselho de Segurança da ONU vai reunir de emergência às 20 horas por causa do ataque químico que matou centenas de pessoas, esta quarta-feira, na Síria.

Os países ocidentais e regionais já pediram publicamente para os investigadores de armas químicas da ONU, que chegaram a Damasco há três dias, analisarem as alegações anteriores aos ataques, e por isso serem enviados para o local do que pode ser um dos mais mortais incidentes da Síria, dois anos após a guerra civil.

A França e o Reino Unido enviaram uma carta para o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, com um pedido oficial de investigação ao ataque e também a Rússia pediu que fosse feita uma investigação.

«Isto não pode deixar de sugerir que, mais uma vez, estamos a lidar com uma provocação pré-planeada. Esta opinião é corroborada pelo fato de o crime ter sido cometido perto de Damasco, no momento em que uma missão de peritos da ONU tinha iniciado com êxito o seu trabalho de investigação do possível uso de armas químicas no local», afirmou o ministro de negócios estrangeiros russo, Alexander Lukashevich, em comunicado.

A Casa Branca partilha da opinião da Rússia e mostrou-se preocupada com o ataque, pedindo também uma investigação sobre o mesmo.

«Os EUA estão profundamente preocupados com os relatos que centenas de sírios foram mortos num ataque das forças governamentais da Síria, incluindo o uso de armas nucleares, perto de Damasco, hoje. Pedimos formalmente que a Nação Unidas investigue urgentemente esta nova alegação. A equipa de investigação das Nações Unidas, que já está na Síria, está preparada para fazer isso, e que seja consistente com seu propósito e mandato», afirmou Josh Earnest num comunicado.

Em última hora, a Reuters noticia que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, está chocado com os relatos do ataque químico na Síria, revelou o seu porta-voz.


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