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A Agência Nacional de Segurança norte-americana espiou cerca de 56 mil comunicações eletrónicas entre 2008 e 2011 de cidadãos sem ligações ao terrorismo, apesar de um tribunal federal ter suspendido o programa, segundo documentos desclassificados e revelados na quarta-feira.

O gabinete do diretor nacional do serviço de informações, James Clapper, publicou na quarta-feira um documento judicial de 86 páginas que detalha a forma como a Agência Nacional de Segurança (NSA) intercetava dados que violavam a privacidade de pessoas sem relação com o terrorismo, o que levou a instituição a mudar a forma como recolhe a informação eletrónica.



A publicação do documento acontece depois de o Governo norte-americano ter decidido desclassificar as decisões do tribunal federal que define e autoriza as operações de vigilância, bem como analisa a legalidade dos programas de espionagem.
As deliberações do tribunal são normalmente secretas (classificadas), mas a mudança para revelar os documentos surge no meio de uma tempestade sobre revelações de operações de vigilância abrangentes, depois das revelações de um antigo funcionário dos serviços de informação, Edward Snowden.
Com base no extinto programa, a NSA desviava grandes volumes de dados internacionais que circulavam por fibra ótica nos Estados Unidos, supostamente para filtrar as comunicações estrangeiras.
No entanto, a NSA mostrou-se incapaz de separar devidamente os e-mails dos norte-americanos e estima-se que a agência tenha recolhido cerca de 56 mil comunicações domésticas todos os anos.


dn