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O julgamento contra o antigo dirigente chinês Bo Xilai por corrupção e abuso de poder começou esta quinta-feira no Tribunal Popular Intermédio da cidade de Jinan, segundo informou o próprio tribunal na sua conta de Weibo (idêntico ao Twitter).

Um forte dispositivo de segurança rodeava o tribunal, tendo sido cortado o acesso às ruas em volta do edifício onde decorre o julgamento do protagonista do maior escândalo político em décadas na China.

Antigo responsável do Partido Comunista Chinês (PCC) na gigante metrópole de Chongging, Bo Xilai foi recentemente acusado de corrupção e abuso de poder.

O ex-dirigente vai responder na justiça pelo desvio de 25 milhões de yuan (três milhões de euros) e por entrave ao inquérito criminal da mulher (acusada do homicídio de um britânico, crime na base de um escândalo que abalou o PCC), segundo a revista económica Caijing, uma das publicações mais respeitadas na China.

As acusações remontam à década de 1990, quando Bo Xilai dirigia a cidade de Dalian. Só depois assumiu uma posição de destaque na hierarquia do PCC em Chongging.

Bo Xilai foi demitido das funções devido à implicação da mulher no homicídio.

O antigo dirigente deverá ser condenado. Na China, os tribunais funcionam sob o controlo direto do PCC, no poder, e os juízes não contestam as acusações formuladas pelo partido único.


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