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A morte de um banhista na praia fluvial de Taberna Seca, Castelo Branco, na tarde de quarta-feira, fez despertar a população da freguesia para um problema que se arrasta há vários anos, por o local não ter vigilância nem indicação de ser perigoso devido aos poços traiçoeiros.

"Da forma como aquela praia está era previsível que lá ficasse alguém", conta José Sousa, habitante da aldeia. Há quase 20 anos "foi construído um açude no local para criar a praia fluvial. O problema é que a água escoa por baixo do paredão e cria poços no fundo que podem atraiçoar os banhistas". Avisados dos perigos, "os moradores da aldeia já raramente usam o espaço, mas é raro o dia de verão em que não andem lá pessoas de fora porque não há nada a avisá-las para o perigo que correm", afirma.

Foi o caso de Rui Rafael que no final da tarde de quarta-feira se deslocou ao recinto com a mulher e o filho de 8 anos. "Quando estava com o menino dentro de água terá ficado sem pé e ficou preso num poço com quase quatro metros", conta fonte dos bombeiros, que retiraram o corpo do funcionário hoteleiro de 35 anos, já sem vida, do leito do rio Ocreza. O filho e a mulher, que deu o alerta e acionou os meios de socorro, estavam sozinhos naquele local.

Abandonado há vários anos por falta de condições de segurança, o recinto continua aberto e a ser frequentado por dezenas de banhistas, já que, para além de um sinal a avisar que se trata de uma praia sem vigilância, não há qualquer informação acerca da falta de segurança.

A solução, reclama Filipe Martins, que se desloca à praia só para apanhar sol, "é interditar os banhos e colocar sinalização a avisar do perigo dos poços antes que morra mais alguém".


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